Efraim afirma que ataques de Bolsonaro estimula Congresso a ser protagonista da pauta econômica

Embora exista o repúdio entre deputados e senadores após o vídeo de apoio do presidente Jair Bolsonaro às manifestações de março, consultores e economistas ainda querem que os congressistas sigam com as votações das pautas econômicas do governo.

Entrevistados pelo jornal Correio Braziliense, eles dizem que o foco de deputados e senadores na volta do carnaval deve ser a manutenção do protagonismo nas discussões que os dois lados consideram importantes – dentre os temas considerados prioritários, estão as reformas tributária e administrativa, autonomia do Banco Central e o marco regulatório do saneamento básico.

Na teoria, seria praticamente manter o que houve com a reforma da Previdência, em 2019 – quando o Congresso aprovou as mudanças nas regras para a aposentadoria, que os dois poderes consideravam importantes, mas desidratou o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Para o líder do DEM na Câmara, o paraibano Efraim Filho, o ataque de Bolsonaro deve impulsionar o interesse do Congresso em aprovar a pauta econômica por conta própria. “Acho que a resposta do Congresso será, cada vez mais, chamar para si o protagonismo na discussão. Deve se importar menos com participação do governo. Se ele acha que o Congresso não contribui, faz o dele, e a gente faz o nosso”, disse.

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