Diretório de Medicina da Unipê emite nota de repúdio contra instituição após demissão em massa

De acordo com a nota, a universidade tem feito demissões em massa no curso de medicina e em outros cursos, "em prol de benefícios financeiros"

unipê

O Diretório Acadêmico de Medicina Cristina Medeiros Lacerda (Damcris), da Unipê (Centro Universitário de João Pessoa), pertencente ao grupo de ensino superior Cruzeiro do Sul, divulgou nota de repúdio devido às demissões em massa ocorridas na instituição durante a pandemia.

De acordo com a nota, a universidade tem feito demissões em massa no curso de medicina e em outros cursos, “em prol de benefícios financeiros”. Até o momento, 12 professores que lecionavam desde o primeiro período até as clínicas integradas perderam o emprego.

O Damcris também destaca que a pandemia é um período de fragilidades, diante de uma situação de crise econômica que assola o Brasil e o mundo. Além disso, o diretório também afirma que a “universidade insiste em manter as mensalidades aquém do ideal para os serviços que estão nos sendo prestados no curso de medicina”.

“Fica aqui a solidariedade aos professores que nos deixaram e o repúdio a essa infeliz situação. Os cargos em aberto serão repostos por outros professores? Haverá, com tantas demissões, proporcional diminuição das mensalidades?”, questiona trecho da nota.

Confira nota na íntegra:

O Damcris vem por meio desta e em nome de todo o corpo estudantil, manifestar o seu repúdio e profunda insatisfação com certas atitudes que a universidade têm tomado em prol de benefícios financeiros, tendo realizado recentemente a demissão em massa adotada pela reitoria da Unipê e Grupo Cruzeiro do Sul, no curso de Medicina e nos demais cursos da instituição. É do nosso conhecimento a demissão de mais de 12 professores, que lecionavam desde o P1 até as clínicas integradas.

Tenha-se em mente que estamos em um período de fragilidades e nos solidarizamos aos profissionais que perderam seus empregos diante de uma situação de crise econômica que assola o Brasil e o mundo e, ainda assim, a universidade insiste em manter as mensalidades aquém do ideal para os serviços que estão nos sendo prestados no curso de medicina.

Fica aqui a solidariedade aos professores que nos deixaram e o repúdio a essa infeliz situação. Os cargos em aberto serão repostos por outros professores? Haverá, com tantas demissões, proporcional diminuição das mensalidades?

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