Comissão do Senado ‘convida’ Dallagnol para explicar troca de mensagens

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (18) um convite para que o procurador da República Deltan Dallagnol explique ao colegiado a troca de mensagens atribuídas ao ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

+ Procuradores da Lava Jato tramaram para impedir entrevista de Lula por medo de ‘eleger o Haddad’

+ RC diz que STF precisa salvar o Judiciário e processar ‘Orcrim’ que manipulou Justiça

+ Troca de mensagens pode anular decisões de Moro, admitem ministros do STF

+ Operação Lava Jato: dois pesos e duas medidas

+ Santiago prega cautela após vazamento de conversas entre Moro e Dallagnol

+ Ordem dos Advogados do Brasil recomenda o afastamento de Moro e Dallagnol

+ Prova obtida de forma ilegal pode ser usada sim, revela ministro do STF

+ Vídeo: ícone da direita, jornalista paraibana vê “intimidade promíscua” entre Moro e Dallagnol

+ Luiz Fux disse para Deltan Dallagnol, da Lava Jato, “contar com ele”

+ Vaza Jato: ‘peripécias’ de Moro e Dallagnol podem anular condenação de Lula

+ Veja os números: popularidade de Moro despenca 10 pontos, revela pesquisa

As mensagens foram publicadas pelo site The Intercept Brasil. Segundo o site, Moro, então juiz responsável pela Lava Jato no Paraná, orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores que atuam na operação. Dallagnol é o coordenador da força-tarefa.

Por se tratar de um convite, o procurador não é obrigado a comparecer à CCJ. Se fosse uma convocação, a presença seria obrigatória. A presidente da comissão, senadora Simone Tebet (MDB- MS), disse que o colegiado não tem poder para convocar procuradores da República.

Nesta quarta-feira (19), está prevista uma audiência com o ministro Sergio Moro na CCJ do Senado. Ele será ouvido sobre as mensagens publicadas pelo The Intercept.

Quando o site divulgou as conversas atribuídas aos ministros e procuradores, Moro afirmou que houve uma “invasão criminosa” e disse que não vê anormalidade nas supostas mensagens.

Comente