Com desfiles cancelados, relembre 10 momentos históricos do carnaval no RJ e SP

A essa altura do ano muita gente estaria se cobrindo de purpurina, montando suas fantasias e se acompanhando blocos pelas ruas e depois ainda torcendo por suas escolas favoritas no Carnaval.

Infelizmente, com a pandemia da Covid-19 as aglomerações continuam proibidas – e, com isso, os famosos desfiles foram cancelados pela primeira vez em mais de 100 anos.

Mas como o Carnaval existe no coração de todos nós, o G1 tenta ajudar quem está com saudade da folia com uma lista com dez desfiles históricos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Mocidade Independente de Padre Miguel – ‘Ziriguidum 2001’ (1985)

A Mocidade Independente de Padre Miguel é a sétima maior vencedora do carnaval carioca, com seis conquistas. Em 1985, a escola conseguiu sua segunda vitória com o enredo “Ziriguidum 2001 – Um carnaval das estrelas” (veja a partir de 00:40 no vídeo acima).

Com seu tema futurista, que refletia sobre o futuro da grande festa brasileira, a agremiação construiu um grande clássico que entrou para a história. Vale dar uma olhada até para saber se a previsão se concretizou.

Sob comando do carnavalesco Fernando Pinto, o enredo garantiu à Mocidade Independente um título isolado, com 228 pontos, seis à frente da vice Beija Flor.

Unidos de Vila Isabel – ‘Kizomba, Festa da Raça’ (1988)

Em 1988, a Unidos de Vila Isabel conseguiu o primeiro de seus três títulos com “Kizomba, Festa da Raça” (veja a partir de 01:26 no vídeo acima).

Era um enredo criado por Martinho da Vila e que transformava a celebração do centenário da Lei Áurea em uma manifestação contra o racismo.

Com poucos recursos, os carnavalescos Milton Siqueira, Paulo César Cardoso e Ilvamar Magalhães investiram em materiais baratos e conseguiram um grande impacto visual, mesmo que sem muitos brilhos.

Imperatriz Leopoldinense – ‘Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós’ (1989)

O samba-enredo de “Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós”, com o qual a Imperatriz Leopoldinense ganhou o título do carnaval do Rio em 1989 (veja a partir de 02:15 no vídeo acima).

Ele chegou a ser escolhido como o melhor de todos os tempos em uma eleição no “Domingão do Faustão”.

O desfile foi uma homenagem aos cem anos da proclamação da República. Realizado pelo carnavalesco Max Lopes, deu à escola a terceira de suas oito vitórias.

Beija-Flor de Nilópolis – ‘Ratos e Urubus, larguem a Minha Fantasia’ (1989)

E o ano de 1989 foi tão histórico que tem outro representante na lista. A Beija-Flor chegou a empatar em pontos com a campeã com o desfile “Ratos e Urubus, Larguem a minha fantasia” (veja a partir de 02:56 no vídeo acima).

A escola ficou com o vice pelos critérios de desempate, mas levou a aclamação popular. A terceira maior campeã do Rio, com 14 conquistas, criou uma das imagens inesquecíveis na história da Sapucaí.

O carro abre-alas teria uma reprodução do Cristo Redentor vestido como mendigo, mas a Arquidiocese do Rio conseguiu uma liminar na Justiça proibindo a alegoria. O carnavalesco Joãozinho Trinta cobriu então a alegoria com plástico preto e a famosa faixa: “Mesmo proibido, olhai por nós”.

Estação Primeira de Mangueira – ‘Maria Bethânia, A Menina dos Olhos de Oyá’ (2016)

Desfila da Mangueira homenageou Maria Bethânia — Foto: Fábio Tito/G1

Desfila da Mangueira homenageou Maria Bethânia — Foto: Fábio Tito/G1

A Mangueira, segunda maior vencedora do carnaval carioca com 20 conquistas, venceu o seu décimo-nono título em 2016, com o enredo “Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá” (veja a partir de 03:47 no vídeo acima).

Ao celebrar a obra da grande cantora baiana e retomar a tradição de homenagear nomes da cultura brasileira, a escola quebrou um tabu de 14 anos desde sua última vitória.

Gaviões da Fiel – ‘Cinco deusas encantadas na corte do rei’ (2003)

Já em São Paulo, a Gaviões da Fiel conseguiu o bicampeonato em 2003 com o enredo “Cinco deusas encantadas na corte do rei” (veja a partir de 04:22 no vídeo acima).

O quarto e último título da escola da maior torcida-organizada do Corinthians apresentou um desfile que falava sobre as cinco regiões do Brasil, sob comando do carnavalesco Jorge Freitas.

Rosas de Ouro – ‘Mar de Rosas’ (2005)

Em 2005, a campeã foi a Império de Casa Verde, mas quem roubou a atenção foi a Rosas de Ouro (veja a partir de 04:53 no vídeo acima).

A escola ficou com um polêmico sétimo lugar com seu enredo “Mar de Rosas”, que cantava sobre as flores que dão nome à escola.

Além de aclamado pelo público, o desfile foi marcado também pelo azul e rosa que coloriram o céu de São Paulo enquanto a agremiação entrava pela avenida.

Vai-Vai – ‘Vai-Vai Acorda Brasil’ (2008)

A Vai-Vai é a maior campeã do carnaval paulista, com 15 títulos. Em 2008, a escola venceu pela décima terceira vez com o enredo “Vai-Vai Acorda Brasil” (veja a partir de 05:50 no vídeo acima).

No desfile, o carnavalesco Chico Spinoza se inspirou na peça “Acorda Brasil” para falar sobre educação através da música no país.

Mocidade Alegre – ‘Andar Com Fé Eu Vou… Que a Fé Não Costuma Falhar’ (2014)

Escola falou sobre a fé e as religiões ao redor do mundo — Foto: Caio Kenji/G1

Escola falou sobre a fé e as religiões ao redor do mundo — Foto: Caio Kenji/G1

Em 2014, a Mocidade Alegre conquistou seu tricampeonato com o desfile “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar”.

No desfile, o carnavalesco Chico Spinoza se inspirou na peça “Acorda Brasil” para falar sobre educação através da música no país.

Acadêmicos do Tatuapé – ‘Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria’ (2018)

Homenagem ao Maranhão no desfile da Acadêmicos do Tatuapé foi da cultura às lendas do estado — Foto: Marcelo Brandt/G1

Homenagem ao Maranhão no desfile da Acadêmicos do Tatuapé foi da cultura às lendas do estado — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Acadêmicos do Tatuapé tem apenas dois títulos em sua história, mas conseguiu suas vitórias em anos consecutivos (veja a partir de 06:21 no vídeo acima).

O segundo veio em 2018, com o inesquecível enredo “Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria”.

Com o elogiado desfile sobre o estado, a escola ficou com a mesma pontuação de Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, mas levou nos critérios de desempate.

Do G1.