Com baixo movimento por coronavírus, Tinder vai permitir encontros em vídeo

De acordo com a empresa, desde o início da pandemia o número de novos usuários inscritos no Tinder caiu por dois meses consecutivos

A Match, empresa dona do Tinder, anunciou hoje que pretende permitir conversas de vídeo no aplicativo ainda em 2020.

Os “encontros em vídeo” são uma resposta ao baixo movimento observado no aplicativo com a adoção de práticas de distanciamento social no mundo todo. De acordo com a empresa, desde o início da pandemia do novo coronavírus, o número de novos usuários inscritos no Tinder caiu por dois meses consecutivos, até se estabilizar em abril.

O anúncio foi feito no relatório fiscal entregue aos investidores e sócios da Match. Não há mais detalhes sobre como a ferramenta vai funcionar, mas as chamadas de vídeo já foram testadas nos aplicativos de relacionamentos Plenty of Fish e Hinge, da mesma empresa.

“Como os usuários demonstraram vontade de fazer encontros em vídeo, nossas equipes de produtos e engenharia ao redor do mundo se mobilizaram rapidamente para possibilitar os chats em vídeo privados em todas as nossas plataformas”, diz o CEO do Grupo Match, Shar Dubey.

O Bumble, um dos maiores competidores do Tinder, já disponibilizou a ferramenta para seus usuários por um ano. De acordo com a Match, antes da pandemia, os chats em vídeo tinham baixa adesão — mas o quadro mudou, já que as recomendações de saúde proíbem as pessoas de saírem de casa.

A empresa espera que os usuários vejam as vantagens dos encontros em vídeo e continuem a usá-los mesmo quando as coisas voltarem ao normal.

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