Choque de poderes: André Carlo questiona Gaeco e recebe resposta de Octávio Paulo Neto

Os poderes estão em crise na Paraíba após a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República, na residência e no gabinete do conselheiro Fernando Catão no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

Tudo começou quando o seu colega, André Carlo Torres, ex-presidente da Corte, saiu em defesa de Catão e fez críticas ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, acusando o grupo comandado pelo promotor Octávio Paulo Neto de ter omitido que o pedido de cautelar que embargava a construção de shopping em Intermares veio do Ministério Público de Contas.

“Quem pediu para vossa excelência dar a cautelar e suspender foi o Ministério Público de Contas, que atua junto ao Tribunal, que faz parte do conjunto de Ministérios Públicos do Brasil. Quando o pedido do delegado da Polícia Federal da Paraíba e do promotor de Justiça responsável pelo Gaeco foi ao Tribunal de Justiça da Paraíba para deflagrar a investigação omitiu essa informação. É bom que as coisas sejam ditas com palavras claras”, disse.

Em contato com o blog do Heron Cid, Octávio Paulo Neto não deixou barato e deixou uma mensagem enigmática no final.

“É natural vê-lo nesse estado psicológico, certamente fruto de reflexões profundas, principalmente quanto ao papel desenvolvido, assim não me compete qualquer juízo de valor […] tudo sob o sol tem seu tempo”, respondeu.

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