Chico César musica poema de Braulio Bessa para vítimas da Covid-19; ouça

Munido de seu violão, o paraibano publicou o vídeo em seu perfil no Instagram e transcreveu na legenda a letra da canção

Em meio ao aumento avassalador de vítimas da Covid-19, um projeto surgiu nas redes sociais para que nenhuma dessas pessoas perdessem sua individualidade. Através do perfil @inumeraveismemorial, a memória desses brasileiro é celebrada lembrando seus nomes, profissões e idades. Braulio Bessa, cordelista cearense, se inspirou na iniciativa e escreveu um poema em homenagem a algumas das vítimas. Intitulado Inumeravéis, o texto fisgou o cantor e compositor Chico César que o musicou e divulgou o resultado em seu perfil do Instagram nesta sexta-feira (15).

Munido de seu violão, o paraibano postou o vídeo e transcreveu na legenda a letra da canção. Nos comentários, internautas agradecem pela momento poético e dividem emocionantes histórias de como estão passando os dias e assimilando a pandemia.

O objetivo da música é fazer com que as vítimas não se sejam mera estatística e lembrar a todos que cada vida que se foi era um familiar de alguém que ficou, tinha sonhos e planos que se interromperam de maneira brusca.

Assista

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listadas no @inumeraveismemorial. INUMERÁVEIS Andre Cavalcante era professor amigo de todos e pai do Pedrinho. O Bruno Campelo seguiu se caminho Tornou-se enfermeiro por puro amor. Já Carlos Antônio, era cobrador Estava ansioso pra se aposentar. A Diva Thereza amava tocar Seu belo piano de forma eloquente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Elaine Cristina, grande paratleta fez três faculdades e ganhou medalhas Felipe Pedrosa vencia as batalhas Dirigindo über em busca da meta. Gastão Dias Junior, pessoa discreta na pediatria escolheu se doar Horácia Coutinho e seu dom de cuidar De cada amigo e de cada parente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Iramar Carneiro, herói da estrada foi caminhoneiro, ajudou o Brasil. Joana Maria, bisavó gentil. E Katia Cilene uma mãe dedicada. Lenita Maria, era muito animada baiana de escola de samba a sambar Margarida Veras amava ensinar era professora bondosa e presente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Norberto Eugênio era jogador piloto, artista, multifuncional. Olinda Menezes amava o natal. Pasqual Stefano dentista, pintor Curtia cinema, mais um sonhador Que na pandemia parou de sonhar. A vó da Camily não vai lhe abraçar com Quitéria Melo não foi diferente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Raimundo dos Santos, um homem guerreiro O senhor dos rios, dos peixes também Salvador José, baiano do bem Bebia cerveja e era roqueiro. Terezinha Maia sorria ligeiro cuidava das plantas, cuidava do lar Vanessa dos Santos era luz solar mulher colorida e irreverente. Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar. Wilma Bassetti vó especial pra netos e filhos fazia banquete. Yvonne Martins fazia um sorvete Das mangas tiradas do pé no quintal Zulmira de Sousa, esposa leal falava com Deus, vivia a rezar. O X da questão talvez seja amar por isso não seja tão indiferente Se números frios não tocam a gente Espero que nomes consigam tocar.

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Do Jornal do Commércio