Chaminé de fábrica em Santa Rita corre risco de ruir e desabar sobre comunidade

O Município de Santa Rita se comprometeu junto ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) a adotar as medidas necessárias para contratar, imediatamente, empresa para realizar obras emergenciais de estabilização na chaminé da Companhia de Tecido Paraibano (popularmente conhecida como ‘Fábrica Tibiri’), localizada no bairro Tibiri Fábrica. De acordo com um relatório de vistoria realizado pelo Corpo de Bombeiros, a parte alta da chaminé está danificada e em risco iminente de ruir, colocando em risco a segurança dos moradores da redondeza.

O problema foi discutido, na manhã desta quarta-feira (19), em audiência promovida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Social de Santa Rita, com secretários municipais, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep) e por representantes do Corpo de Bombeiros. “O objetivo da audiência foi equacionar o problema de gravidade latente que é o comprometimento da estrutura de um bem público em processo de tombamento”, disse o promotor de Justiça Romualdo Tadeu.

De acordo com a prefeitura, a chaminé da antiga ‘Fábrica Tibiri’ possui aproximadamente 60 metros de altura e foi construída há mais de 120 anos. A falta de manutenção, a ação do tempo e outros implicadores fizeram com que a estrutura apresentasse problemas nos últimos 25 metros (topo), principalmente no alinhamento onde estão fixados os vergalhões que serviram de escada para acesso ao topo da torre, em que houve desprendimento de blocos de tijolos maciços, causando risco iminente à vida dos moradores das redondezas.

O laudo do Corpo de Bombeiros, no entanto, diz que a base da chaminé não apresenta sinais de comprometimento estrutural, mas aponta a necessidade de isolamento do local com a obstrução da via pública e outras ações emergenciais.

O Município informou que foram identificados dez moradores na área de risco e que eles já foram realocados, com o apoio da Secretaria de Assistência Social, para casas de parentes. Também disse que foi feito o isolamento da área com o apoio do Corpo de Bombeiros e apresentou ofício, informando a necessidade imediata e urgente de demolição da parte da chaminé, em razão do risco de ruína.

De acordo com o promotor de Justiça Romualdo Tadeu, todos concordaram que, primeiramente, devem ser adotadas medidas para estabilizar a situação de colapso da estrutura da parte alta da chaminé. “A empresa que será contratada emergencialmente, por dispensa de licitação, pelo Município deverá retirar a parte comprometida para posterior restauração. Não será feita demolição. Numa segunda etapa ou paralelamente a isso, o Município deverá fazer um novo relatório de vistoria, no prazo de 10 dias, que deverá ser encaminhado ao Iphaep para que ele verifique a viabilidade de restauração da parte retirada”, disse.

O Corpo de Bombeiros também se comprometeu a disponibilizar uma plataforma (autoescada hidráulica) para que os profissionais tenham acesso ao topo da chaminé.

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