Cartaxo e Romero são líderes em gastos de combustíveis em ranking do TCE

Mais uma vez os prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa e Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande, se destacam em um ranking do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com levantamento realizado e disponibilizado no Sagres do TCE, João Pessoa aparece liderando a lista das cidades que mais gastam com combustíveis, com R$ 6,80 milhões, seguida de Campina Grande (R$ 3,97 milhões).

No ranking das 10 mais, João Pessoa e Campina Grande são seguidas por São Bento (R$ 2,26 milhões), Cruz do Espírito Santo (R$ 1,75 milhão) e Sousa (R$ 1,70 milhão). Ainda aparecem Patos (R$ 1,65 milhão), Ingá (R$ 1,61 milhão), São João do Rio do Peixe (R$ 1,52 milhão), Pedras de Fogo (R$ 1,48 milhão) e Princesa Isabel (R$ 1,45 milhão).

Ao todo, as dez cidades juntas gastaram em 2017 um montante de R$ 24,19 milhões e combustíveis. O valor pago pelas prefeituras daria para abastecer, por exemplo, 120,9 mil tanques com capacidade de 50 litros, levando em consideração o litro da gasolina sendo vendido a R$ 4.

Outra liderança em gastos

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) e o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), também estão entre os 144 prefeitos de cidades paraibanas que gastam mais do que arrecadam, de acordo com o Ranking de Execução Orçamentária, elaborado pelo  Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Campina Grande ocupa 15° maior déficit, com 17,9%. Ao todo, no período, houve a arrecadação de R$ 504 milhões e um gasto de R$ 595,8 milhões. Já João Pessoa está com um déficit de 1,39%. Arrecadou R$ 1,258 bilhão e gastou R$ 1,241 bilhão.

O levantamento foi realizado pelo TCE entre os meses de janeiro e agosto de 2017. Entre os 223 municípios paraibanos, apenas 79 tiveram seus gastos compatíveis com suas arrecadações. Quem lidera o ranking é a Prefeitura de São Sebastião do Umbuzeiro, gerida pelo prefeito Adriano Wolff (DEM). O prefeito gasta mais que o dobro da receita que arrecada, ultrapassando os 110%. No período auditado pelo TCE, Adriano arrecadou mais de R$ 8 milhões e gastou quase de R$ 17 milhões.

As contas disponibilizadas no Painel do Tribunal de Contas do Estado foram auditadas e têm como referência as informações repassadas por cada município. Os gestores têm três quadrimestres para colocar a casa em dia. Caso não o façam, poderão ter as contas reprovadas pelo TCE. Caso isso ocorra, os gestores poderão ficar inelegíveis. Basta, para isso, que as câmaras municipais sigam a recomendação do órgão de controle.

 

 

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