Câmara de Conde põe em xeque credibilidade do TCE-PB para tentar justificar CPI do Lixo

Durante a sessão extraordinária que marcou, na manhã desta segunda-feira (17), a instalação da CPI do Lixo contra a gestão da prefeita Márcia Lucena na Câmara de Conde, um dos parlamentares chegou a por em xeque a atuação do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Numa tentativa de justificar-se, o vereador não chegou a concluir o discurso, sendo abafado pela população que protestava e sendo interrompido pelo presidente Carlos Manga Rosa para acelerar a sessão.

O vereador Daniel Júnior (PL) citou o afastamento dos conselheiros Nominando Diniz e Arthur Cunha Lima, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), devido a figurarem nas investigações da Operação Calvário.

“Diante das denúncias da Operação Calvário onde colocou em xeque todo o Tribunal de Contas, alguns ministros que apreciam as contas do nosso município estão afastados sob suspeita. Alguns auditores do Tribunal de Contas [também]”, afirmou Daniel Júnior.

A população então iniciou as vaias e os gritos de “vocês assinaram”, fazendo alusão aos parlamentares terem apreciado e também aprovado as contas da gestão, e agora estarem querendo por em dúvida os gastos públicos.

Daniel ainda tentou falar, mas foi abafado pelos gritos da população. Na sequência, Manga Rosa pediu para ler o ofício e depois passaria a palavra para o vereador. Isso não aconteceu e o parlamentar ficou sem falar, com a sessão sendo encerrada rapidamente logo após o trâmite para instalar a CPI.

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