Brasil chega a quase 56 mil mortes quatro meses após 1º caso de coronavírus

Nos últimos cinco dias, o Ministério da Saúde somou quase 190 mil novos casos confirmados

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (26), exatamente quatro meses após o primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil, que o País tem 55.961 mortes por decorrência do coronavírus, com alta de 990 óbitos em 24 horas.

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No mesmo período, a pasta informou um acréscimo de 46.860 casos — a segunda maior marca já registrada, perdendo apenas para os 54.771 novos diagnósticos do dia 19 de junho. Ao todo, o Brasil acumula 1.274.974 infectados desde o início da pandemia.

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Nos últimos cinco dias, o Ministério da Saúde somou quase 190 mil novos casos, uma média superior a 37 mil infectados por dia nos boletins.

Segundo o governo federal, pelo menos 697.526 pessoas já se recuperaram da doença enquanto mais de 521 mil seguem em acompanhamento.

Rio e SP

O colapso na rede de saúde pública por conta da covid-19 fez com que maio se tornasse o mês com mais cariocas mortos neste século. A falta de vagas e o medo de procurar hospitais em meio à pandemia fez com que o número de pessoas que morreram em casa na cidade do Rio de Janeiro crescesse 90% em maio.

Segundo dados do SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) do Ministério da Saúde, o Rio teve 10.227 mortes em maio —número 93,4% acima da média mensal nas últimas duas décadas. A falta de assistência adequada se reflete também no número de pessoas que morreram em suas próprias casas. Foram 1.561 óbitos nessa situação, contra 820 no mesmo período de 2019.

Já em São Paulo, a proporção no número de mortes é 60% maior em bairros de baixa renda do que em bairros ricos de São Paulo.

Esses dados estão em um estudo realizado pelo epidemiologista e professor da USP, Paulo Lotufo, divulgado hoje. O professor utilizou o número de mortes confirmadas por covid-19, divulgado pelo Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), da Secretaria Municipal da Saúde.

Segundo o levantamento, os bairros Pari, Brás e Cachoeirinha concentram as maiores proporções em número de mortes. São 87 óbitos por 100 mil habitantes no Brás, no centro da capital; 84,4 mortes por 100 mil habitantes em Pari, também no Centro, e 83,9 mortes por 100 mil habitantes em Cachoeirinha, na Zona Norte.

Fiocruz não vê redução de transmissão

Uma análise dos pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) aponta que nenhum estado apresenta até agora sinais de redução da transmissão de covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, permanecendo com um alto número de casos e mortes, apesar de a última semana já ter registrado números recordes.

De acordo com os cientistas, esse cenário pode configurar um platô, patamar alto de transmissão que “pode se prolongar indefinidamente”.

Os pesquisadores apontam ainda para o risco de flexibilizar o isolamento social nas grandes metrópoles ao passo em que aumenta a interiorização da epidemia.

Usando Pernambuco como exemplo, a análise mostra que a epidemia de coronavírus cresce nos municípios mais dependentes do sistema de saúde das grandes cidades, que correm o risco de ficarem novamente saturados por pacientes de localidades menores.

Do Uol.

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