Até quando poderemos pensar?

Esta semana eu planejei fazer um texto diferente, falando sobre problemas – porque são muitos – da minha amada João Pessoa. Já havia preparado algumas coisas, quando, não surpreendentemente, o governo do presidente Jair Bolsonaro aprontou mais uma!

Quando o presidente informou que o titular do MEC estaria estudando reduzir verbas para os cursos de filosofia e sociologia, eu pensei: chegamos ao fundo do poço. Mas o poço era mais fundo! Completou Bolsonaro dizendo que o brasileiro precisa aprender sobre áreas que gerem retorno. Oi? Fiquei meio confuso quando li.

O mais grave seria o fato de o governo Bolsonaro estar estudando a possibilidade de implodir os cursos da área de humanas/sociais ou achar que, quem os estuda, não dar retorno?

Bom, eu não sei responder! O que sei é que ambos os cursos contribuem, demasiadamente, com a evolução da sociedade, já que estudam os fenômenos que vão ocorrendo, de tempos em tempos, e que, se estimulados, esses cursos seriam grandes aliados na busca por um Brasil mais justo e igual.

Evidentemente que nós vivemos uma crise e que precisamos de homens e mulheres que “ponham a mão na massa” e façam a engrenagem brasileira rodar, gerando empregos, fazendo a economia crescer. Só que uma coisa não invalida a outra.

Eu soube, e não vou ousar confirmar para não correr o risco de errar, que o número de alunos de Filosofia e Sociologia é muito baixo dentro das nossas universidades. Portanto, se alguém souber, me responda: cortando esses recursos, essa verba seria utilizada em outros cursos “técnicos”? E mais, qual o impacto que esses valores teriam na formação do alunado universitário?

Nossa geração precisa construir engenheiros, médicos, advogados, professores, etc, mas também antropólogos, filósofos, sociólogos que nos ajudem a pensar.

Mas, será que ainda poderemos?