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Cotidiano

Associação dos Magistrados anuncia medidas jurídicas contra Pâmela Bório

Jornalista acusou juízes e desembargadores da Paraíba de venderem sentenças

A Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) divulgou, na manhã desta terça-feira (9), uma nota de repúdio em relação aos “pronunciamentos levianos” feitos pela jornalista e ex-primeira-dama do Estado, Pâmela Bório. No texto divulgado em seu site na internet, a entidade que representa juízes de desembargadores no Estado, revela ainda que “adotará medidas jurídicas” contra a jornalista.

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“Ataques infundados à magistratura não atingem apenas os seus membros, mas o próprio cidadão, que precisa de um Judiciário forte, capaz de combater todos os atos de corrupção e garantir os direitos individuais de seus cidadãos, atitudes que o Poder Judiciário paraibano vem desempenhando com profissionalismo e dedicação nos últimos tempos”, diz trecho da nota.

“AMPB espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, calcado em preceitos éticos mediante o uso da liberdade de expressão responsável, dizendo que adotará medidas jurídicas para resguardar a dignidade de seus membros”, acrescenta.

Entenda o caso

No último domingo (7), durante ato público realizado na orla marítima da Capital, Pâmela Bório fez duros ataques à magistratura paraibana. Um vídeo com o discurso da jornalista ‘viralizou’ nas redes sociais e foi repercutido por vários veículos de comunicação do Estado.

Em seu discurso, a jornalista acusa os magistrados paraibanos de “venderem sentenças” e chega a nominar o juiz Aluízio Bezerra.

Veja abaixo trecho do discurso de Pâmela Bório

Clique aqui ou leia abaixo na íntegra a nota de repúdio divulgada pela AMPB:

Nota pública

A AMPB – Associação dos Magistrados da Paraíba, Entidade representativa dos Juízes de Direito deste Estado, diante de pronunciamentos levianos emitidos pela jornalista Pâmela Bório, por ocasião de manifestação pública ocorrida no último domingo (07), nesta Capital, e repercutidos pela imprensa, vem a público repudiar ataques infundados que maculem a seriedade do Poder Judiciário paraibano, bem como tentem ameaçar a independência judicial de todos os seus magistrados, em qualquer grau de jurisdição.

Como Entidade defensora do Estado Democrático de Direito e das garantias constitucionais, a AMPB reafirma que sempre prezou pela liberdade de expressão, contudo, essa garantia não pode ser exercida de maneira irresponsável, sobretudo por uma profissional da imprensa, que tem o dever de informar de maneira ética, observando a verdade dos fatos.

Ataques infundados à magistratura não atingem apenas os seus membros, mas o próprio cidadão, que precisa de um Judiciário forte, capaz de combater todos os atos de corrupção e garantir os direitos individuais de seus cidadãos, atitudes que o Poder Judiciário paraibano vem desempenhando com profissionalismo e dedicação nos últimos tempos.

Ao atribuir, indiscriminadamente, a prática de crimes de corrupção a integrantes do Poder Judiciário, a jornalista tem o dever de apresentar as devidas provas e acionar os órgãos de investigação competentes. Ao invés disso, agiu de forma difamatória e caluniosa, atentando contra os princípios éticos da profissão que escolheu para seguir.

Por fim, a AMPB espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, calcado em preceitos éticos mediante o uso da liberdade de expressão responsável, dizendo que adotará medidas jurídicas para resguardar a dignidade de seus membros.

João Pessoa, 09 de abril de 2019.

Juiz Max Nunes de França – presidente em exercício da AMPB

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Redação Paraíba Já

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Um Comentário

  1. Ótimo. Porque assim ela vai poder expor as razões e fundamentos de suas declarações e dependendo disso colocar os pingos nos is do Judiciário de lá. É o que o kajuru gostaria que o Gilmar fizesse, tá com a mão cheia de provas a apresentar…

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