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Associação dos Barraqueiros do Parque do Povo vê São João 2018 de CG com prejuízos e pouco públicoO presidente da Associação dos Barraqueiros do Parque do Povo, Lucinei Cavalcante (foto), afirmou que a empresa Aliança, gestora do Maior São João do Mundo, ainda não fez o ressarcimento aos comerciantes prejudicados durante o incêndio ocorrido no último sábado (30).

Em entrevista nesta terça-feira (3), Lucinei frisou que, além do ressarcimento do uso do solo, prometido pela empresa, os barraqueiros devem ser ressarcidos por todos os prejuízos causados pelo sinistro, que variam de R$ 10 mil a R$ 30 mil.

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Ele também destacou que a associação pede o ressarcimento da taxa do uso do solo para os demais barraqueiros que se encontram em atuação no Parque do Povo, já que também teriam sido prejudicados pelo cancelamento da programação.

“O sábado representa de 10% a 15% do faturamento/mês. O sábado em que houve o acidente não havia festa na cidade e esperávamos um movimento muito grande. Então, estamos pedindo que sejam ressarcidos todos os comerciantes com a taxa do uso do solo pelo prejuízo devido à parada da festa, e que os comerciantes atingidos pelo incêndio sejam ressarcidos também pelos prejuízos. Esperamos também a ajuda prometida pelo prefeito Romero Rodrigues”, pontuou.

Lucinei também comentou que houve pouca adesão dos comerciantes prejudicados em atender na estrutura disponibilizada pela Aliança após o incêndio, que inicialmente foram tendas e agora foram montadas barracas pelo patrocinador oficial da festa.

“Está se oferecendo alguma estrutura, mas os comerciantes estão preferindo não utilizar por conta das condições, já que eles lidam com preparo de alimentos. Agradecemos as ajudas que estão sendo dadas, mas o mais acertado no momento é começar o processo de ressarcimento dos comerciantes”, salientou.

O presidente associação dos ainda lamentou o baixo faturamento durante a edição deste ano do Maior São João do Mundo por parte dos barraqueiros, afirmando que os vários problemas enfrentados, como o adiamento da festa por conta da greve dos caminhoneiros, o suposto caso das agulhadas, além dos altos preços praticados pela distribuidora oficial da festa, causaram uma baixa de faturamento.

“A exclusividade do distribuidor colocada pela empresa gestora da festa atrapalhou e muito, pois não conseguimos fazer uma promoção para o pouco público que já ia à festa. Um whisky que você compra a R$ 35 no mercado, nós compramos a R$ 46. Um licor que custa R$ 19,90 está sendo vendido lá dentro por R$ 50. Essa obrigatoriedade de comprar lá dentro atrapalhou muito, pois o valor estava muito acima do mercado. Apoiamos a presença de qualquer patrocinador, mas com o direito de comprarmos fora, respeitando a lei da livre concorrência. Houve muitos erros sucessivos por parte da organização da festa, que comprometeram o bom andamento do evento e o faturamento. Muitos barraqueiros afirmam que foi o pior faturamento. No geral, é um São João de prejuízos, de pouco faturamento e de pouco público. Você não teve nenhum dia de público 100% este ano”, sublinhou.

Lucinei pontuou, por fim, que a Aliança, no contrato estabelecido, proíbe os barraqueiros de construírem as barracas de alvenaria e gesso, obrigando-os a usar o material inflamável, o que agravou o incêndio. Ele também criticou o que chamou de “muro de Berlim” colocado na rua Sebastião Donato, tirando o aspecto popular da festa. As informações são do Blog do Edil Francis.

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