Assédio sexual, moral e violência institucional lideram denúncias de crimes contra a mulher na UFPB

As principais denúncias de violência contra a mulher praticadas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), recebidas pelo Comitê de Políticas de Prevenção e Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, são de assédio moral (20%), violência institucional (17,1%) e assédio sexual (14,2%). Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (10), em uma reportagem do The Intercept Brasil.

Entre essas queixas, 84% ocorreram dentro do próprio campus da instituição. O The Intercept Brasil destaca que na UFPB alunas passaram a andar com armas de choque para se defender de agressores escondidos no banheiro feminino.

“[A UFPB] fundou o Comitê de Políticas de Prevenção e Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres na UFPB, o primeiro serviço do tipo nas federais brasileiras. A iniciativa, aprovada pelo conselho universitário em setembro de 2018 e inaugurada em março de 2019, partiu da ‘luta organizada das mulheres da comunidade universitária'”, cita trecho da reportagem.

“No atual contexto de precarização da universidade pública federal e de desmonte das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres, é muito importante ter um setor como este descortinando esta violência e, principalmente, atuando para coibi-la”, diz a nota da universidade enviada ao veículo.

O The Intercetp Brasil fez um levantamento inédito que mostrou que mais de 550 mulheres já foram vítimas de violência sexual dentro de universidades no país. Dentro desses casos, 31 foram no Nordeste. O maior número de registros aconteceu no ano passado, com 51 denúncias. Até setembro deste ano foram 23 denúncias. Leia reportagem completa:

550 mulheres foram vítimas de violência sexual dentro de universidades

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