Após um mês, mãe de torcedor do Belo morto no RN cobra justiça

Após um mês da morte do torcedor do Botafogo-PB, Eduardo Feliciano, a mãe do jovem cobra justiça. O crime aconteceu na cidade de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, onde o Belo jogou contra o Globo.

“Até agora não sei de nada, preciso de uma resposta. Queremos justiça porque meu filho não era bandido, ele era um homem de bem. A gente fica de mãos atadas sem ter o que fazer. A todo momento a gente se lembra dele. Desde que aconteceu isso não tive mais saúde”, desabafou.

“Não se tira a vida de um ser humano assim, nem um animal a gente mata. Tenho fé em Deus que a justiça vai ser feita”, disse.

A Polícia Civil do RN informou que a dificuldade nas investigações e na condução do inquérito está no fato das pessoas que serão ouvidas residirem em João Pessoa. Por esse motivo estão sendo feitas através de carta precatória.

De acordo com a delegada Karen Lopes, os policiais e funcionários que estiveram no local no dia do jogo foram ouvidos. O laudo oficial do instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN) ainda não foi concluído.

Laudo Preliminar

O laudo preliminar revelou que a morte do torcedor de 27 anos foi causada por lesões. De acordo com o diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN) foi encontrado uma lareção no coração da vítima, ocasionada por lesões corporais.

Segundo o diretor, outros exames complementares foram solicitados e devem ajudar a entender as circunstâncias da morte do torcedor.

“Na necropsia encontramos uma laceração no coração que causou uma hemorragia interna. No corpo foram constatadas algumas lesões. Solicitamos exames toxicológicos para verificar a presença de drogas ou álcool no organismo da vítima”, informou.

O tenente Coronel Eduardo Franco , da Polícia Militar do Rio Grande do Norte , revelou que um procedimento administrativo foi instaurado para investigar o caso, uma vez que o laudo preliminar apontou a morte por lesão corporal.