Após ‘lambança’ de Cartaxo, empresas de ônibus podem ter que devolver dinheiro a passageirosAs entidades ‘Minha Jampa’, ‘Projeto Público’ e ‘Movimento Acredito Jampa’ questionaram na Justiça como a população será ressarcida durante os 26 dias que as novas tarifas de ônibus de João Pessoa vigoraram sem o decreto assinado do prefeito Luciano Cartaxo (foto). O embargo de declaração foi ingressado na 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital.

Na última sexta-feira (8), a juíza Silvanna Cavalcanti concedeu uma liminar anulando os efeitos da portaria assinada pelo superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, Adalberto Araújo, que autorizou o aumento das passagens. No entendimento da magistrada, apenas o prefeito, por meio de um decreto, teria competência para conceder o reajuste.

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No mesmo dia, em caráter extraordinário, Cartaxo publicou um decreto ratificando a decisão do Conselho de Mobilidade Urbana, que aprovou as novas tarifas em R$ 3,95, no dinheiro, e R$ 3,80 com o cartão Passe Legal. O documento foi publicado com efeitos financeiros retroativos a 13 de janeiro, dia em que os valores entraram em vigor.

A juíza Silvanna Cavalcanti afirmou à reportagem que “com essa publicação, o vício de competência foi sanado”. Ou seja, os valores reajustados continuam válidos. Com o embargo de declaração, as entidades esperam que a juíza se manifeste em relação aos dias que a população pagou pelos novos valores sem a publicação do decreto.

“A competência para a fixação do reajuste é prevista em lei como um ato exclusivo e indelegável do prefeito. O decreto, publicado 26 dias depois que os valores entraram em vigor, não corrige o vício da portaria do superintendente da Semob. Durante 26 dias a população sofreu uma cobrança ilegal e precisa ser ressarcida”, explicou o advogado Daniel Macedo, porta-voz do Projeto Público.

Além do aumento, as entidades também questionam na Justiça o fato de a Semob não realizar audiência pública com participação popular na definição do reajuste da tarifa de ônibus; uma auditoria na planilha de custo das empresas concessionárias do transporte coletivo de João Pessoa; e maior transparência na divulgação da planilha de custo que define o aumento das passagens. As informações são do Jornal Correio.

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