Após denúncia, PMJP explica que demolição no Porto do Capim estava programada

Moradores também relataram que houve aglomeração e falta de uso de máscaras durante as demolições, não seguindo os cuidados para previnir o contágio pela Covid-19

O coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela, explicou que as demolições das casas do Porto do Capim, na última quinta-feira (20), teriam sido programadas em comum acordo com os moradores. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (21), em entrevista ao Paraíba Já.

Os moradores da comunidade do Porto do Capim denunciaram que as demolições das casas estariam programadas para a sexta-feira (21), porém as equipes teriam executado o serviço na quinta-feira (20), sem aviso prévio.

“As demolições já estavam programadas há muito tempo. Os próprios moradores nos procuraram, pois eles já queriam sair das suas casas e nos entregá-las vazias, para que pudéssemos realizar o desligamento da energia e fazer as demolições”, explicou Noé Estrela.

Aglomeração e falta de uso de EPIs

Os moradores também relataram que houve aglomeração e trabalhadores sem máscaras  durante as demolições, não seguindo os cuidados recomendados pelas autoridades em saúde para previnir o contágio pelo coronavírus. De acordo com Noé, todos os cuidados foram tomados.

“Não houve aglomeração. Tudo foi planejado. Há dias estamos conversando com essas 19 famílias, que agora estão recebendo auxílio aluguel, para depois receberem seus apartamentos. Está sendo como sempre foi. Tudo baseado no diálogo, sem nenhuma imposição”, declarou.

Retirada de entulhos

Outra reclamação da comunidade foi que não teriam sido recolhidos os entulhos das demolições. O coordenador da Defesa Civil explicou que os materiais estão dentro de um galpão, tombado pelo patrimônio histórico, onde as famílias estavam alojadas e que é necessário a retirada de outras casas, para que as máquinas possam entrar no local e fazer a limpeza, mas que já está na programação para ser realizada.

“Os entulhos estão dentro de um galpão, onde as pessoas ocuparam, ele é tombado pelo patrimônio histórico e precisamos ter prudência para chegar ao local para tirar esse material. Precisamos retirar outras famílias que estão próximas ao local, para podermos entrar com as máquinas”, assegurou Noé Estrela.

Destino das famílias

Algumas famílias que saíram do Porto do Capim na primeira etapa da desocupação, foram realocadas no condomínio Saturnino de Brito, localizado no Distrito Mecânico. As que foram retiradas nessa segunda etapa, estão sendo assistidas com o auxílio aluguel pela Prefeitura e já foram cadastradas na Secretaria de Habitação, para receber as novas moradias.

Diálogos e Acordos

A secretária Adriana Casimiro, da Secretária da Habitação, contou em entrevista ao Paraíba Já que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) está disponível para rever junto com a comunidade, medidas que sejam convenientes para amenizar o desconforto dos moradores.

“Tendo em vista o número de famílias que pediram para serem transferidas e para cumprir o cronograma de mudança destas pessoas para seus novos lares, a equipe precisou ser dividida em frentes de trabalho, com diferentes tarefas”, explicou Adriana.

De acordo com a PMJP, as obras do Parque Sanhauá, no Centro Histórico da capital, corresponde a um planejamento elaborado antecipadamente, e sua execução respeita prazos definidos no cronograma do projeto, procurando seguir também, as recomendações de prevenção ao coronavírus.

“E sobre o uso de máscaras, todos estavam fazendo uso delas, como podemos comprovar através de imagens e vídeos feitos no momento da execução da transferência”, concluiu Adriana.

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