Aplicativo iFood diz que vai excluir usuário que foi racista com entregador em SP

"A empresa está em contato para oferecer ao entregador apoio jurídico e psicológico", também informou a empresa

Após um entregador ser humilhado e sofrer agressões verbais e racismo por parte de um morador de um condomínio de casas em Valinhos (SP), o aplicativo de entrega de comida IFood se pronunciou sobre o caso e confirmou, em nota, que o usuário será excluído da plataforma de pedidos. Veja abaixo o que dizem o pai e a defesa do agressor.

“Baseados nos termos de uso do aplicativo, o IFood descadastrou o usuário agressor da plataforma. A empresa está em contato para oferecer ao entregador apoio jurídico e psicológico”, diz a empresa ao mencionar que censura preconceito ou discriminação.

Um vídeo, divulgado na manhã desta sexta-feira (7), mostrou o momento em que o homem ofende o profissional e diz que ele tem “inveja disso aqui”, apontando para a própria pele. O caso aconteceu no dia 31 de julho. Na ocasião, a Guarda Municipal foi chamada e encaminhou todos para a Delegacia de Valinhos. O condomínio fica no bairro Chácaras Silvania.

Durante a discussão, o rapaz ainda ofende o entregador, o chamando de “semianalfabeto”; repete que ele tem inveja da vida que as pessoas que moram no condomínio dele têm; e diz que o profissional não tem onde morar nem “nunca vai ter” nada do que ele estava mencionando. O vídeo foi gravado por um vizinho.

O pai informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o filho tem esquizofrenia e que, “se instado, responderá na instância devida”. A polícia informou que o rapaz ainda não apresentou advogado para o caso, uma vez que a vítima não fez representação contra ele até esta publicação.

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do agressor comprovou o tratamento de saúde mental do filho. Contudo, a polícia afirma que não possui este documento.

“Constou, inclusive, no boletim de ocorrência que o pai teria exibido este documento. Como não era eu quem estava de plantão e fez a ocorrência, não posso dizer com absoluta certeza”, relata o delegado Luís Henrique Apocalypse Joia.

O caso foi registrado como injúria racial. O G1 não localizou a defesa do agressor até esta publicação.

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