Anonymous vaza dados da Covid-19 omitidos pela Nicarágua

Em postagem no Twitter, acompanhada pelo link para o download dos documentos, o membro do grupo disse que a base de dados vazada contém mais de 400 arquivos

O Anonymous vazou centenas de arquivos do Ministério da Saúde da Nicarágua, que revelam uma série de dados sobre o número de casos de covid-19 no país, anteriormente desconhecidos da população. O vazamento ocorreu após um ataque hacker aos servidores do órgão, realizado em meados de agosto.

Em postagem no Twitter, acompanhada pelo link para o download dos documentos, o membro do grupo Anonymous Lorian Synaro disse que a base de dados vazada contém mais de 400 arquivos, com muitas informações sobre a quantidade de infectados pelo novo coronavírus na região.

Conforme as informações vazadas, o número de testes positivos para a covid-19 na Nicarágua, em maio, era muito maior do que o relatado oficialmente pelo governo. Enquanto as autoridades divulgaram apenas 16 casos naquele mês, a quantidade real chegava a 1.332 pessoas com a doença.

A tendência de esconder os dados da população continuou nos meses seguintes, segundo o integrante do grupo. No final de julho, por exemplo, os arquivos do Ministério da Saúde mostravam um total de 6.245 casos positivos não divulgados publicamente. Outro detalhe importante, que estava em meio às informações escondidas, é a taxa de casos positivos por teste no país, de 56%, uma das mais altas do mundo.

Suspeita da ocultação de dados era antiga

Mesmo antes dos dados vazados pelo Anonymous, um grupo formado por pesquisadores, médicos, cientistas da informação, engenheiros e comunicadores nicaraguenses já havia levantado a suspeita de que o governo escondia os dados intencionalmente. Eles afirmavam que o número de mortes por covid-19 era quase 20 vezes maior que o relatado pelo Ministério da Saúde.

Em maio e junho, a imprensa local também noticiou um grande aumento no número de enterros escondidos, em diversas localidades. Enquanto isso, o governo liderado pelo presidente Daniel Ortega dizia que as pessoas estavam tendo pneumonia, em vez de infectadas pelo novo coronavírus.

Do Tecmundo.

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