Advogado é preso ao tentar entrar com celular e droga na cadeia de Bayeux

Um advogado foi preso em flagrante na quinta-feira (26) ao tentar entregar celular, carregador, chips telefônicos e maconha a um detento em uma cadeia pública de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. O caso é investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

De acordo com o delegado João Paulo Amazonas, o profissional foi surpreendido por policiais penais no momento em que repassava o material durante atendimento a um cliente dentro da unidade prisional. Na apreensão, foi recolhido um pacote contendo um aparelho celular, carregador, chips e uma quantidade significativa de maconha já embalada.

Segundo a apuração, o advogado esteve no local para atender três clientes. Após o terceiro atendimento, agentes realizaram revista no detento e encontraram o material ilícito. A suspeita surgiu em razão de comportamento considerado atípico durante o encontro.

A unidade passa por reformas, e os atendimentos entre advogados e presos ocorrem em sala reservada, próxima à área administrativa, o que possibilitou a observação da movimentação pelos servidores. Em depoimento inicial, o suspeito alegou ter sido coagido por um homem armado a entregar o pacote. A versão, no entanto, não foi considerada convincente pela autoridade policial. Em novo interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio.

A defesa sustenta a inocência do advogado e informou que irá contestar as provas no curso do processo. Conforme a Polícia Civil, ele poderá responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros delitos que ainda serão definidos com o avanço das investigações.

Por se tratar de profissional da advocacia, uma comissão de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba acompanhou o procedimento na delegacia. O Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) prevê que advogados só podem ser presos em caso de flagrante por crime inafiançável, situação que, segundo a polícia, foi configurada.

O suspeito permanece detido e deverá passar por audiência de custódia. A investigação também apura se houve outras tentativas anteriores de entrada de material ilícito na unidade prisional.