73% dos médicos da Paraíba já sofreram algum tipo de violência durante exercício da profissão

A precariedade na assistência à saúde nos hospitais públicos tem gerado outro problema grave: a agressão de pacientes e acompanhantes contra os médicos. A demora no atendimento, a falta de medicamentos e problemas na infraestrutura têm feito os pacientes agredirem os profissionais que estão exercendo seu trabalho. Essa violência já foi, inclusive, causa de interdição ética de unidades de saúde pelo CRM-PB, nos últimos meses, como a UPA de Cruz das Armas, a UPA de Bayeux e a UBS Oiteiro, em Alhandra.

De acordo com pesquisa realizada pelo CRM-PB, no ano passado, 73,4% de 395 médicos entrevistados disseram que já sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho. A violência verbal foi a mais relatada na pesquisa, com 94,6% dos casos, seguida da violência psicológica (54,4%) e da física (7%). “O sucateamento da saúde pública tem gerado essas situações de violência. Revoltados, pacientes e acompanhantes cometem agressões contra os profissionais da saúde, como se eles fossem os responsáveis pelos problemas existentes”, disse o presidente do CRM-PB.

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