Wister Galvão completa 10 anos de carreira com álbum vintage

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Com dois discos lançados e shows ao lado de grandes nomes da nova safra da MPB, o cantor pessoense Wister Galvão passa por uma metamorfose musical para comemorar 10 anos de uma “carreira por acaso”, lançando novo disco de músicas autorais. O músico é o convidado do sétimo episódio do programa Som Nascente e, de forma inédita, apresenta duas músicas do novo álbum.

“A ideia central por trás deste novo trabalho é a textura mais vintage nas músicas, com guitarras cheias de reverb, bateria sem ressonância, um timbre que lembra mais o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970. Esse é um som completamente diferente dos trabalhos que já fiz”, comenta Wister sobre o disco “(C)asa”, que está em fase de pré-produção.

O primeiro trabalho do cantor, “Novos Rabiscos”, lançado em 2007, tinha um tom romântico e mais lento. No segundo álbum, “Eu Daqui”, de 2015, o músico investiu em trabalhar com as referências da música brasileira, com trechos de samba, ciranda e ritmos regionais. “Eu cresci ouvindo Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, João Bosco, estes mestres. E a obra deles é muito vasta, com referências variadas. Partir de um disco mais lento para um mais dançante tem, em parte, a ver com estas referências que eu gosto”, explica o músico.

O intervalo entre o lançamento dos dois discos rendeu apresentações e aberturas de shows de nomes consagrados, como Maria Gadú e Marcelo Camelo, além de parcerias, em um projeto para o Youtube chamado “Vivo no Estúdio”, com artistas como Lucy Alves, Bele Soares, Izza Simões, Nathalia Bellar e Leo Santos. A experiência com músicos de ramos variados levou o cantor a trabalhar na nova sonoridade para o terceiro disco.

“Eu andei escutando muito e estou apaixonado pelo trabalho de O Terno. Este disco novo deles, o ‘Melhor do que Parece’, é fantástico, tanto artisticamente como musicamente. Além disso tenho escutado muito Elza Soares, no ‘A Mulher do Fim do Mundo’, e também composições de Kings of Convenience e bandas diferentes do que ouvia antes. Para esse novo disco eu tento extrair um pouco da essência de cada coisa que ouço e colocar essas coisas dentro da minha proposta, do que eu quero fazer. Costurar os sons e fazer algo novo sempre”, diz.

O novo disco, cujo título faz uma brincadeira com as palavras casa e asa, em referência ao “lugar de pertencimento” e à “liberdade”, segundo o próprio cantor, vai ser gravado ao vivo em um estúdio no Rio de Janeiro. O álbum está em fase de pré-produção e a previsão do cantor é fazer um financiamento coletivo para custear a produção.

“Em dez anos de carreira eu colecionei, além de canções e aprendizado, vários amigos e fãs. E nada melhor do que unir estas pessoas e buscar uma forma em que todos possam contribuir e me ajudar a fechar este ciclo de forma grandiosa”, diz Wister.

Carreira ‘por acaso’

Nascido em 1985, Wister explica que começou a “arranhar” em instrumentos musicais ainda quando criança. “Minha mãe me deu um teclado daqueles de brinquedo, com duas oitavas e pilhas piratas. O som era horrível, o troço desafinava o tempo inteiro e não durou muito tempo, mas mesmo assim aprendi algumas coisas antes de deixar o equipamento de lado. Alguns anos depois meu pai me pagou um curso de violão, mas não aprendi nada e desisti. Só fui aprender a tocar mesmo na adolescência, quando consegui um violão e, junto com os amigos e com revistas, decidi desbravar o instrumento sozinho”, comenta.

A carreira na área musical começou de forma espontânea após uma brincadeira de colegas de trabalho. “Eu trabalhava em uma produtora de João Pessoa e no prédio tinha um estúdio desativado. Um dia resolvemos reativar o estúdio e com tudo limpo e montado, o pessoal queria testar os equipamentos. Um dos meus amigos queria testar uns cabos ou era um microfone e começaram a tocar um playback de uma música de Jota Quest e pediram pra eu cantar. Sem saber, ele gravou a canção e todo mundo acabou gostando, dizendo que eu tinha uma boa voz e que poderia ser cantor”, conta.

A partir deste incentivo forçado o músico resolveu montar bandas com os amigos. “Com toda a referência de MPB, por incrível que pareça comecei tocando guitarra base em uma banda de heavy metal”, brinca Wister, que também passou por uma banda de pop rock antes de quase desistir da carreira e gravar, de forma quase amadora, uma canção própria – “Lapidar”.

“Por um acaso, a gerente da rádio que eu trabalhava ouviu a música e perguntou de quem era. Eu falei que era minha, mas que não estava mais querendo tocar. Ela prometeu que se eu gravasse com boa qualidade, a música ia tocar na rádio. Com este novo incentivo, resolvi gravar as canções que acabaram entrando no primeiro disco. Daí pra frente, foram dez anos sem parar”, completa o cantor.

Informações G1.

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