Vídeo: Servidores denunciam demissão em massa na PMJP e alegam perseguição política

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    São 1.000 servidores. Esse é o montante que se especula desde a última terça-feira (29) que a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) exonerou dos quadros da Secretaria de Saúde. E as especulações ganham mais força. Nesta quarta-feira (30), dois demitidos relataram, em entrevista ao Paraíba Já, que eles e mais 998 funcionários desta área foram postos para fora e a justificativa foi de que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) teria dado a recomendação. Eles, nos entanto, alegam que estão sendo vítimas de perseguição política.

    Durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre deste ano da Secretaria de Saúde (SMS), na Câmara de João Pessoa (CMJP), nesta terça, o vereador Raoni Mendes (PTB) questionou a secretária Mônica Rocha porque tantos funcionários seriam exonerados e quais serviços seriam afetados. “Entende-se que se houve essas contratações é porque eram necessárias para o funcionamento dos serviços de Saúde da Capital”, disse

    Os prestadores Elton Nóbrega e Elizabeth Santos afirmam que prestam serviço à PMJP há mais de oito anos, época em que Roseana Meira era secretária de saúde, na gestão de Ricardo Coutinho (PSB). Elton afirma que é filiado ao PT, partido em que o prefeito Luciano Cartaxo pediu desfiliação recentemente.

    “Creio que seja algum tipo de retaliação. Sou filiado ao PT há 14 anos e sei que não houve nenhuma determinação do Ministério (MPPB). As demissões foram feitas de boca, não teve nenhuma portaria especial. Fomos pegos de surpresa. É lamentável esse tipo de imposição, perseguição política. Deveria não ter cor partidária, mas as pessoas tem que se manifestar em qual partido esteja. O prefeito não deu nenhuma declaração de haveria essas várias demissões que ocorreram ontem a tarde”, relatou ele, que era lotado no Distrito Sanitário 1, em Cruz das Armas.

    Elizabeth alega que as demissões foram estranhas, pois não apenas ela era prestadora de serviço em seu setor. “Foi escolhido a dedo e não entendo minha exoneração”, disse.

    A reportagem do Paraíba Já  entrou em contato com o Ministério Público da Paraíba e não houve nenhuma recomendação recente da Promotoria do Patrimônio Público pedindo exoneração de servidores.

    Já o Tribunal de Contas do Estado (TCE), em agosto, recomendou que a PMJP realizasse concurso público para contratação de servidores na Saúde em até seis meses. O prazo foi fixado pela Segunda Câmara do TCE para a exoneração dos contratados por excepcional interesse público pela Secretaria de Saúde, pois houve um aumento de 41% para 47% desse tipo de contratação entre janeiro a março deste ano.

    O secretário de Articulação Política de João Pessoa Adalberto Fulgêncio afirmou que não tinha conhecimento do assunto, mas acredita que se as exonerações aconteceram, não foi por motivação política. “O prefeito Luciano Cartaxo não tem esse perfil, mas desde o início do ano que são tomadas medidas mais severas para manter o equilíbrio da gestão”, alegou.

    A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde de João Pessoa e até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

    Ortotrauma – De acordo com informações do site PB Agora, o serviço de urgência buco-maxilo-facial também fechou nesta quarta-feira (30) e que agora o atendimento será direcionado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, aumentando assim a demanda deste serviço de saúde.

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