Vereadores do PPS declaram divergência quanto a manutenção do apoio a Cartaxo

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    Os vereadores do partido PPS estão divergentes quanto a quem apoiar na disputa eleitoral do próximo ano. Enquanto o vereador e líder da bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), Marco Antônio (PPS), afirma veementemente que seu apoio será a Cartaxo sob qualquer circunstância, o seu companheiro de legenda o vereador Djanilson da Fonseca, certifica que seguirá orientação do partido.

    Marco Antônio sustenta que, caso a legenda apoie outro candidato, ele se manterá ao lado de Cartaxo e ele acredita na possibilidade de conciliar ser fiel ao partido e ao prefeito.

    “Eu vou ser partidário e fiel a Cartaxo. A gente está na parte do partido que defende a manutenção com a aliança com Luciano e defende inclusive uma participação na chapa na chapa majoritária, manter o nosso espaço na chapa”, afirma.

    Para o líder da bancada de situação na CMJP, independente do direcionamento do apoio do PPS, ele espera que a legenda respeite a autonomia de cada vereador. Ele acredita na união da bancada do PPS para manter apoio a Cartaxo, junto com Bruno Farias e Djanilson da Fonseca.

    “Se o partido decidir apoiar João Azevedo, Manoel Júnior ou Wilson Filho, que são os que se pronunciaram em ser candidatos, o meu posicionamento será esse, manter a aliança com Luciano e caso não seja mantida a aliança com Luciano que seja respeitada a posição e autonomia de cada vereador, tanto a minha, como a de Bruno e a de Djanilson. Serei fiel e vou batalhar para manter o partido com Luciano, inclusive manter os três vereadores unidos”, garantiu.

    Mas esse não é bem o posicionamento de Djanilson da Fonseca. O vereador afirma que será sempre fiel ao seu partido e a única coisa que faria ser infiel ao PPS é manter sua fidelidade à esposa, Leila Fonseca até nas eleições.

    “Eu vou pelo meu partido. O que meu partido decidir eu vou por ele. A única maneira de me fazer desistir de apoiar meu partido é se minha mulher for candidata, porque eu não vou deixar de apoiar minha mulher para apoiar partido não e já conversei com Nonato sobre essa possibilidade. Quem dá a minha legenda é o partido, o mandato não é meu, o mandato é do partido”, afirmou.

    Marco Antônio justifica sua eterna lealdade a Cartaxo, pelo fato da aliança entre as legendas ter colaborado com o crescimento do PPS.

    “O crescimento que o partido teve agora nessa última eleição foi juntamente com essa coligação com Luciano. A participação do partido e da gente na gestão de Luciano, inclusive com a minha escolha para ser o líder da bancada do prefeito na Câmara durante todo esse período, e esse trabalho que a gente vem fazendo de crescimento do partido, ele só tende a aumentar com a gente mantendo esse apoio a Luciano e mantendo essa coligação. Eu acho que é um posicionamento interessante para o partido. A gente vem fazendo parte de uma gestão que tem índices altíssimos de aceitação, que tem trabalho para a cidade de João Pessoa, que tem obras. Eu acho importante o nome do partido vinculado à gestão como a de Luciano”, salientou Marco Antônio.

    Com pensamentos opostos os vereadores do PPS, também argumentaram quanto a insatisfação do presidente estadual da sigla e vice -prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira. Marco manteve seu otimismo e afirmou que Nonato apenas ocupa um cargo de menos visibilidade na atual gestão de Cartaxo.

    “Às vezes você tem uma função que aparece mais, por exemplo. Nonato era secretário de comunicação, então aparecia muito em entrevistas. A função de um vice-prefeito já é diferente, ele aparece nas ausências do prefeito, tem aquela função mais institucional, então é diferente. Eu acho que a participação do partido como um todo na gestão, eu acho que vem sendo interessante. Agora é lógico que isso é uma construção, que quanto mais espaço a gente vem conquistando, melhor. Eu tenho uma análise que a nossa participação na gestão é interessante”, defendeu.

    Mas já para Djanilson, todos os políticos são insatisfeitos com a gestão Cartaxo, inclusive Nonato e acredita que ele precisava de mais espaço.

    “Eu sempre fui insatisfeito, Nonato está insatisfeito, todo os políticos são insatisfeitos. A gente sempre quer mais. Porém tem que ver as disposições do prefeito. Mas eu acho que precisava de mais espaço. Nonato só irá decidir isso no próximo ano e ele só decide junto com os vereadores, ele não decide só não, a conduta dele sempre foi essa. Eu não tenho amor nem por Luciano e nem por João Azevêdo. Quem me ajudou foi o meu partido, foi ele que me deu minha legenda, então eu tenho a obrigação parlamentar de votar no partido”, afirmou.

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