Vereador debate com autoridades agressão contra assessor na CMJP

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O vereador Renato Martins (PSB) realizou na manhã desta segunda-feira (29) uma reunião extraordinária pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para debater sobre o caso de agressão sofrida contra seu assessor Higlandeberto Mendes Costa da Silva, conhecido como Raylander, por parte de servidores da Guarda Civil Municipal (GCM) – que estariam disfarçados – no último dia 22 no Parque Solon de Lucena (Lagoa).

Durante a audiência, o vereador cobrou das autoridades competentes as devidas providências ao Poder Público assim como da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e do secretário de Segurança Urbana e Cidadania, Geraldo Amorim de Souza, sobre o ocorrido. Destacando que o acontecido ataca o estado de direito do cidadão, assim como a democracia.

“O indivíduo que for comprovado como o agressor precisa ser punido, isto que defendo. Isso é um crime contra o estado de direito a democracia, houve ataque à vida humana. A luta é fundamental, todos os movimentos precisam aderir. Ninguém pode mais levantar um celular para filmar um ato público porque vai levar um murro? Esse conceito que querem impor precisa ser combatido. O possível que podemos sofrer retaliação, como agressão, mas o silêncio é muito pior. Deixamos claro no nosso relatório que vamos criar uma corregedoria própria na Guarda Municipal. Faremos uma carta também para a GCM avisando que em muitos atos e protestos eles não estão usando identificação como diz a Constituição do nosso país. Fica determinado que vamos solicitar um procedimento investigativo interno da própria Guarda, visto que no mínimo as cabine foi utilizada para apagar as imagens. Vamos construir um movimento para termos o direito de filmar, direito democrático, seja de quem for. Vamos repudiar qualquer tentativa de intimidação que inibe o movimento por transporte coletivo de qualidade e a baixo custo. Lembrando que apenas com ordem judicial se poder ter o direito de violar o celular de um cidadão, se não há democracia só pode haver violência. Estou indignado com a ausência de representantes da PMJP, que de onde sai as gratificações dos agressores”, comentou.

Estiveram presentes na audiência o representante do Sindicato da Guarda Municipal, Vitor Freire, representante da Polícia Militar (PM), capitão Jamerson, os grêmios estudantis, e o vereador Raoni Mendes (PTB).

Entenda o caso

O assessor parlamentar sofreu uma agressão física na Lagoa por parte de guardas municipais ao gravar um congestionamento ocasionado na localidade por parte de guardas municipais Conforme ele, “dois homens bem vestidos chegaram e tomaram o celular, apagando os vídeos do aparelho, assim como desferiram um soco no rosto, que quebrou um dente e o aparelho odontológico e um chute nas costas”, disse. O caso já está sendo investigado pela PM.

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