De democrático a autoritário. Essa é a definição de mudança de postura atual do PMDB, de acordo com deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). O pemedebista foi punido pelo partido, junto com mais cinco parlamentares, com uma suspenção de 60 dias, por terem votado a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer.

“Uma frase que simboliza e retrata é de um partido democrático a um partido autoritário, ou seja, desconhecer a liberdade de convencimento dos seus partidários nunca foi ato do PMDB, passou a ser neste instante. Então eu tenho a lamentar profundamente essa extrema guinada comportamental de um partido que se fez forjado a partir de lutas democráticas num partido autoritário”, disparou.

Pela primeira vez, ele admitiu que pode deixar o PMDB. “É claro que uma atitude dessas deixa marcas. Tenho conversado com a base, há insatisfações. É algo realmente a se pensar”, declarou.

Veneziano explicou que irá se reunir com os outros cinco outros colegas de partido, para que, juntos, possam chegar ao consenso da decisão que deverão tomar sobre a punição.

“Na próxima semana eu vou me reunir com demais outros companheiros para tomar uma decisão conjunta. Acho que nós devemos recorrer desta decisão, repito, que é autoritária, contraria aos princípios que regiam o PMDB. Mas eu vou esperar para me pronunciar em relação ao que vamos fazer depois de me reunir com os outros cinco companheiros. Qualquer decisão que vai ser tomada, será conjuntamente”, afirmou o deputado.

O Palácio do Planalto deve retaliar, além de Veneziano, os deputados Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE) e Vitor Valim (CE).

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