Tucanada indica por aclamação Cássio ‘do dinheiro voador’ para 1º vice do Senado

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Então é assim. A receita é facílima. Para ter uma composição no Senado isenta de corrupção, pegue duas medidas de cinismo, junte 34 partes de cheques da FAC. Adicione, a seguir dinheiro voando do Concorde e acrescente uma cassação de mandato. Ponha a massa para descansar em um exílio nos Estados Unidos e quando ela estiver com aparência de um náufrago, ponha no forno das eleições para que alcance o ponto ideal que é a conquista de uma vaga no Senado referendada pela população. Para a cobertura deste preparo, ponha calda com gritos de “fora Dilma” e “viva ao impeachment”, para que fique digno de um golpista. Essa é a fórmula mágica do indicado do PSDB para a vaga de 1º vice-presidente na chapa de Eunício Oliveira (PMDB), que é o paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB).

A eleição acontece neste exato momento em que escrevo. Para que Cássio consiga mais esta glória ao seu currículo político que ultrapassa três décadas de experiência e expertise, só precisa de 41 votos dos demais coleguinhas. Maioria absoluta mais um.

Em tempos em que o Brasil quer varrer para fora a corrupção que sangrou a Petrobras e demais instituições, que fez com que a fé na classe política ficasse abaixo de zero, o partido a favor do Brasil indica aquele que é citado em lista da Odebrecht, nas investigações da Operação Lava Jato, para ser 1º vice-presidente.

Também, estava difícil para o PSDB escolher um nome para essa vaga, não é? Anastasia, o rei das pedaladas em Minas Gerais e que aprovou em sua relatoria o processo de impeachment de Dilma Rousseff? Humm, não! E o que dizer de Aécio Neves? Realmente, Cássio perto deste último deve parecer um cordeirinho.

Mas nem tudo é ruim ou contra Cássio. Ele até merece a indicação. O cara que encabeça a chapa, o Eunício, é super citado em delação do ex-diretor da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. Então tá de boas.

Cássio se destacou como líder de uma oposição ferina nos últimos dois anos, os mais cruciais, para a história política recente do país. Tem boa oratória, boa pose. O cara se tornou o rei dos coxinhas com todos aqueles embates homéricos com o também paraibano, mas senador pelo Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT).

Só nos resta perceber que a eleição do Senado é mais uma repetição do mais do mesmo. Viva, Brasil!

 

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