Temer aciona parlamentar paraibano para tentar reverter crise política

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O presidente Michel Temer convocou o líder do Governo, o deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) para tentar reverter a crise política que tomou conta do Planalto após revelação de que o presidente negociou propina com a JBS para calar a boca do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo informações da Globo News, a intenção é dar um ar de normalidade ao Palácio do Planalto, o que não deve acontecer, já que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tirou o sigilo das gravações.

Aguinaldo terá a missão de convocar os aliados do presidente para ratificar o apoio e tentar manter a firme a base aliada de Temer, que já deu sinais de estremecimento com o anúncio da saída dos ministros Bruno Araújo (Cidades) e Roberto Freire (Cultura).

Entenda

Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht.

Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação. É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso.

Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

 

Aguinaldo deve acionar os principais aliados do presidente para uma reunião que deve acontecer já já no Planalto

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