Técnica usa praça pública para criar time campeão nacional de handebol

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    Uma professora de Educação Física, chamada Verônica Fernandes, e dedicada ao handebol. Um grupo de jovens estudantes de uma escola pobre de João Pessoa, de várias gerações, todos apaixonados pelo esporte. E uma relação de gratidão entre ambos que já dura pelo menos 12 anos. É esta a realidade na Escola Estadual Nicodemos Neves, na periferia da capital paraibana, cuja comunidade vai se transformando a partir do esporte.

    Verônica (uma ex-aluna da escola) enfrenta a falta de segurança e a violência do local e, em praça pública, ajuda seus alunos a aumentarem a autoestima e a enfrentar os desafios da vida. E a dedicação da treinadora e dos aprendizes já deu resultado. O time feminino da escola surpreendeu e conquistou a medalha de ouro da terceira divisão dos Jogos Escolares da Juventude para atletas de 15 a 17 anos, que aconteceu na Paraíba em novembro, vencendo na final uma equipe do Distrito Federal.

    Como acontece na maioria das periferias das cidades grandes, alunos e professora convivem com a violência que os cercam na periferia onde moram e estudam. Além disso, muitos deles enfrentam também dramas familiares e a falta de perspectiva para o futuro. Vendo a realidade em que os meninos estavam inseridos, a professora Verônica Fernandes pensou no que poderia fazer para mudar a situação. E viu no esporte e mais especificamente no handebol o caminho para mudar a vida dos jovens.

    O caso de amor entre a professora de educação física e os adolescentes do bairro começou como uma brincadeira. Verônica conta que, como ex-aluna da Escola Nicodemos Neves, ela se reuniu com outras companheiras para relembrar os velhos tempos em que faziam parte do time de handebol da instituição. Sem lugar certo para jogar, elas realizavam uma “pelada” numa quadra localizada na praça Lauro Wanderley, em frente à escola.

    “Na praça ficavam muitas crianças e adolescentes sem fazer nada e eles vinham nos olhar quando estávamos jogando. Então eu tive a ideia de chamá-los para jogar e a única exigência que fazia era que eles estivessem estudando. No início era só uma brincadeira, mas, através do esporte, eu vi que poderia ajudar muita gente. Muitos dos meninos estavam envolvidos com drogas e outros não tinham perspectiva nenhuma. Eu sou uma ex-aluna da escola e voltei como professora. Eu sei o valor do esporte e usei isto a favor deles”, explica Verônica.

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