Socialista diz que debate no Congresso sobre reforma política é um “arremedo”

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    “O que está em debate no Congresso Nacional não pode ser denominado de ‘reforma política’, e sim de um ‘arremedo’ que não vai acabar com a corrupção que se institucionalizou no Brasil durante e após as eleições. Enquanto não for proibida a doação de recursos de empresas privadas, nós não teremos eleições limpas, nem governos destituídos de corrupção”, diz o deputado estadual licenciado, Jeová Campos (PSB).

    Segundo Jeová, o atual presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, conduz a apreciação da matéria com intuito de legalizar o crime das propinas. “Não adianta limitar a doação das empresas somente aos partidos políticos. Isso não vai barrar a corrupção que a doação gera  e quem se locupleta com ela não vai fazer esforço alguma para acabar com isso, ao contrário”, disse Jeová, lembrando que é preciso acabar com o financiamento privado na campanha. “Quem doa, vai cobrar de alguma forma. Essa é a base da corrupção e seu principal alicerce”, afirma Jeová, lembrando que Eduardo Cunha é um dos citados na operação Lava Jato, justamente por ter recebido vultosos recursos de grandes construtoras para alicerçar sua trajetória política.

    O deputado, que está licenciado se recuperando de uma cirurgia, sempre defendeu o financiamento público de campanha. “É preciso fortalecer o sistema representativo do país e tornar o processo eleitoral  mais transparente e igualitário e a proibição de financiamento privado nas campanhas é o passo mais correto quando pensamos em fortalecimento da democracia e extinção de práticas corruptas”, atesta Jeová, lembrando que a aprovação do projeto Ficha Limpa, já foi um avanço neste sentido.

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