Sem atropelos, nova comitiva de senadores chega à Venezuela; paraibano integra grupo

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    A comitiva de senadores brasileiros criada para verificar a situação política e social da Venezuela chegou a Caracas nesta madrugada em um avião da Força Aérea Brasileira. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Roberto Requião (PMDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Telmário Mota (PDT-RR) foram recebidos pelo embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira.

    Segundo a agenda do grupo, a primeira reunião será com o Comitê de Familiares de Vítimas das Guarimbas, que são manifestações violentas na Venezuela. Em seguida, o encontro previsto é com esposas dos presos políticos Leopoldo Lopez e Ledezma.

    Às 13h, o grupo pretende se reunir com políticos oposicionistas, inclusive com membros da Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão de partidos políticos venezuelanos de oposição. Depois, às 15h, o encontro é com membros do Ministério Público da Venezuela, e às 17h, com o presidente da Assembleia Legislativa venezuelana, Diosdado Cabello, com a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodrigues, e com o presidente do Parlasul, deputado Saul Ortega.

    O grupo está hospedado em um hotel em Caracas e a previsão é que a comitiva retorne ao Brasil ainda nesta quinta-feira (25).

    Lindbergh Farias
    Em entrevista na chegada a Caracas, Lindbergh Farias reforçou a ideia de que o grupo pretende se reunir com políticos de diferentes tendências. “A pior coisa que pode acontecer para o Brasil, Venezuela e América Latina é a Venezuela entrar numa guerra civil. Queremos legalidade democrática, realização de eleições livres. Estamos aqui para conversar com todos”, disse.

    O senador, que nasceu na Paraíba, mas fez carreira política no Rio de Janeiro, defendeu que os senadores deveriam ter se articulado para que saísse uma comissão unitária do Senado. “Uma coisa é uma visita partidária, outra coisa é uma missão oficial do Senado”, afirmou o paraibano.

    Segundo Lindbergh, senadores da oposição e da base do governo, no Brasil, acompanharão a situação da Venezuela até dezembro, para quanto foram marcas as eleições. “Já conversamos com senadores da oposição. Vamos montar uma comissão unitária, com senadores da oposição e da situação, para acompanhar todo processo eleitoral até eleição em 6 de dezembro na Venezuela”, disse Farias.

    Primeira comitiva
    Na última quinta (18), um grupo de oito senadores brasileiros, incluindo o paraibano Cássio Cunha Lima, foi à Venezuela para pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro a libertar presos políticos e marcar eleições parlamentares.

    Eles relataram que foram impedidos de cumprir agenda no país após manifestações de movimentos pró-Maduro. Após a visita frustrada, os parlamentares chegaram a acusar embaixador do Brasil no país, Rui Pereira, de abandonar a comitiva. As informações são do G1.

     

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