Nota: Segurança da PB diz que estudo de ONG mexicana não se baseia em dados oficiais

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    A Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Seds-PB) divulgou, na manhã desta sexta-feira (23), nota oficial rebatendo os dados divulgados pela Organização Não Governamental (ONG) do México ‘Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal’, que apontou a cidade de João Pessoa como uma das mais violentas do mundo.

    “Os números da pesquisa não se baseiam em dados oficiais e sim em notícias reproduzidas pela mídia e projeções com uma metodologia não explicada para o ano todo. Assim, não refletem a realidade da redução de homicídios em João Pessoa, quando comparados os anos de 2013 e 2014”, explica a nota da Seds.

    “De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, a Capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, 7% a menos do que o contabilizado em 2013 (515). Dessa forma, a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado”, completa.

    Leia abaixo a nota na íntegra:

    NOTA

    No que se refere ao estudo publicado pela ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal, que diz trazer a lista das cidades mais violentas do mundo em 2014, a Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) da Paraíba esclarece que:

    Os números da pesquisa não se baseiam em dados oficiais e sim em notícias reproduzidas pela mídia e projeções com uma metodologia não explicada para o ano todo. Assim, não refletem a realidade da redução de homicídios em João Pessoa, quando comparados os anos de 2013 e 2014.

    De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, a Capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, 7% a menos do que o contabilizado em 2013 (515). Dessa forma, a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado.

    Outro dado oficial do Nace é que em 2010 a cidade de João Pessoa apresentava taxa de homicídios de 71,3 (por 100 mil habitantes) e depois do Programa Paraíba Unida Pela Paz, desde 2011, a taxa caiu para 61,6 em 2014.

    Ainda em relação a João Pessoa, o próprio estudo afirma, na página 16, que errou nos números da edição anterior. Traz também que não foram encontradas referências do ano passado e por isso foi tomada a taxa estimada de 2013 (1º semestre) para 2014, apesar de os dados de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) serem divulgados regularmente, e de forma trimestral, na página do Governo do Estado da Paraíba (www.paraiba.pb.gov.br). A pesquisa tenta justificar que tais dados parciais foram utilizados dessa forma porque “se houvesse acontecido queda nos números ela teria sido festejada pelas autoridades da Paraíba”.

    A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social lamenta que  um levantamento frágil e desprovido de consistência ou metodologia científica apropriada esteja sendo utilizado de forma sensacionalista por parte de alguns que tentam confundir a opinião pública.

    Por fim, a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social reafirma seu empenho no enfrentamento à violência, principalmente aos crimes contra a vida, e o comprometimento na divulgação de dados oficiais de CVLI no Estado.

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