Sabadinho Bom tem tributo a Jacob do Bandolim e Gerlane Lops

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    Safra autoral aliada à releitura de clássicos do choro e do samba dará o tom das apresentações de Júnior do Cavaco e da pernambucana Gerlane Lops, pela primeira vez em solo paraibano para o show “Da Branca”. Os dois são as atrações desta edição do dia 8 do Sabadinho Bom, realizado a partir das 11h30, na Praça Rio Branco, Centro Histórico da capital. O projeto é desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio de sua Fundação Cultural (Funjope).

    Às 11h30, Júnior do Cavaco sobe ao palco para apresentar versões de um dos campeões de execuções do Sabadinho: Jacob do Bandolim. Dele, o artista extrairá “O voo da mosca”, “Feia”, “Cadência”, “Santa morena” e “Lamentos”. “Jacob foi a escola de referência do chorinho no Brasil e um ás do bandolim”, justifica. Além dele, entram composições de Ernesto Nazareth (“Perigoso”) e Waldir Azevedo (“Pedacinho do céu”, “Brasileirinho”, “Vê se gostas”) e sambas de Noel Rosa (“Último desejo” e “Fita amarela”), Demônios da Garoa (“Trem das Onze”, “Saudosa maloca”) e Martinho da Vila (“Mulheres”, “Disritmia”).

    Júnior do Cavaco atua na área musical há 13 anos, no entanto, só nos últimos quatro anos resolveu se dedicar ao choro. A paixão, que começou nos palcos, deve se consolidar em CD, que ele está gravando com choros autorais, de Bebé de Natércio e Marcos César. Neste sábado, o músico dividirá palco com Thacio Sete Cordas e Daniel do Pandeiro.

    Jacob do Bandolim – O primeiro instrumento que Jacob aprendeu a tocar quando criança, no bairro da Lapa carioca, foi o violino. Mas, por não se adaptar ao arco, Jacob começou a tocá-lo usando grampos de cabelo. Pouco depois, ganhou seu primeiro bandolim, um modelo de cuia, napolitano.

    Jacob não teve professor, sempre foi autodidata. Treinava repetindo os trechos de músicas que ouvia em casa e na rua. Em 1933, se apresentou pela primeira vez na Rádio Guanabara, ainda como amador, com o grupo Sereno, formado por amigos. Tocaram o choro “Aguenta Calunga”, de Atilio Grany.

    Ao se decidir pelo bandolim como instrumento, Jacob iniciou sua carreira na rádio em 1934. Depois, acompanhou grandes artistas da época, como Noel Rosa, Augusto Calheiros, Carlos Galhardo e Lamartine Babo.

    Gerlane Lops – Com 15 anos de carreira, a pernambucana Gerlane Lops desfruta de fase iluminada ao rodar o País em turnê para promover o CD e primeiro DVD, “Da Branca”, gravado pela Globo Nordeste. O espetáculo, que já passou pelo Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, chega a João Pessoa para ser apresentado, em versão mais modesta (sem cenários) no Sabadinho Bom. “Estou muito ansiosa. Acredito na essência deste projeto, que cultua as nossas raízes e merece respeito”, diz ela.

    “Da Branca” traz “Tempo de varanda”, música que revelou Gerlane em 1996, no festival Canta Nordeste da TV Globo. O álbum confirma a sua devoção ao samba – e a alguns desdobramentos do gênero – ao recriar clássicos de Ataulfo Alves, Cartola, Dona Ivone Lara e Chico Buarque, e traz ainda participações especiais de Elba Ramalho, Cezzinha e Gustavo Travassos (ícone do Galo da Madrugada).

    “Esse trabalho registra a força do samba no Recife e nas diversas capitais do Nordeste. Pernambuco é conhecido por sua multiculturalidade, e o samba é um gênero muito presente em nossa região”, defende a artista, que incluiu quatro faixas de sua autoria no projeto: “Primeira Viagem”, “Alma de Poeta” e os sambas “Samba Pra Você” e “Da Branca”.

    Os pernambucanos Lula Queiroga e Erasto Vasconcelos (“Piaba de ouro”), Isaías do Cavaco (“Ingratidão”) e o mestre do frevo Capiba, de quem Gerlane escolheu “A Mesma Rosa Amarela”, primeiro samba composto por ele, também fazem parte de “Da Branca”.

    Cantora, compositora e percussionista nascida em Olinda, com passagem pelo Conservatório Pernambucano de Música e Licenciatura, Gerlane faturou o primeiro lugar do Festival Canta Nordeste de 1996, etapa pernambucana, e o terceiro na classificação geral com “Tempo de Varanda”. Ganhou as categorias de melhor arranjo e intérprete do Festival Unicanto para as autorais “Minha Cara”, em 1998, e “Alma de Poeta”, em 2000; o Prêmio Acinpe de Melhor CD pelo voto crítico e popular e o segundo lugar no Festival Carnavalesco de Música do Recife 2010, na categoria maracatu, defendendo a obra “Rainha do Morro”, uma das faixas do CD lançado pelo selo Biscoito Fino. Devido à estrelada trajetória, colecionou participações no Galo da Madrugada de 2011, 2012 e 2013.

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