Roger Gaúcho brilha na estreia e marca gol em seu 1º toque na bola

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O meia Roger Gaúcho deu três pulos na lateral do campo de jogo. Balançou os braços em torno de seu tronco. Simulou uma corrida, em que não saía de onde estava. Todos movimentos pensados para aquecer o corpo em meio ao tempo chuvoso da noite dessa segunda-feira. O palco era o Estádio Almeidão, em João Pessoa.

O duelo era contra o Remo, estava no intervalo, e era válido pela sexta rodada da Série C do Brasileirão. O placar estava empatado por 1 a 1 e Roger fora chamado pelo técnico Itamar Schülle para dar mais poder ofensivo ao time pessoense. De repente, o quarto árbitro Éder Caxias levantou a placa de substituição.

Saía o número 2, o lateral-direito Gustavo. Entrava o número 23, o estreante da noite. A torcida do Belo, num primeiro momento, aplaudiu a alteração. Depois, não escondeu certo nível de ansiedade diante da entrada do atleta, que chegara ao Belo há pouco mais de 15 dias cercado de dúvidas.

Ele entrou em campo num pique. A tempo do apito do árbitro Paulo Henrique de Melo, que reiniciava a partida em seu segundo tempo. Não tocou na bola. Se posicionou mais à direita do campo. Aguardou. Não passou nem mesmo um minuto. De repente, viu um ataque do Belo. Rafael Oliveira recebeu. Dominou. Virou. Tocou. “Um belo passe”, nas palavras do próprio Roger Gaúcho. Numa diagonal curta, mas eficiente, que o deixou na cara do gol. E o meia, em seu primeiro toque na bola como jogador botafoguense, chutou forte, cruzado, rasteiro. Gol! Que estreia de Roger Gaúcho!

Roger Gaúcho ficou conhecido no futebol paraibano em 2016, quando chegou para defender as cores do Campinense. Foi campeão paraibano e vice-campeão do Nordeste. Ficou conhecido como maestro do clube raposeiro naquela temporada. Mas deixou o Rubro-Negro ao fim da Série D. Voltou à Paraíba este ano, desta vez para defender o Treze. Não repetiu as boas atuações do ano anterior. Ganhou fama de indisciplinado. De boêmio. Mas, mesmo não sendo tão decisivo, foi vice-campeão paraibano pelo Galo, devolvendo ao clube calendário em competições nacionais no ano que vem.

Foi contratado pelo Belo em 4 de junho, no dia do jogo contra o Salgueiro (vitória por 1 a 0 no Estádio Almeidão). Pediu para não jogar a rodada seguinte contra o Moto Club (empate fora de casa em 0 a 0) para ter tempo de recuperar o seu condicionamento físico. E contra o Remo começou no banco de reservas.

– Tenho vários amigos no time que facilitaram a minha chegada. Já consegui jogar mais relaxado, logo de cara. Já me enturmei – comemora.

Roger, inclusive, correu para o banco de reservas logo após marcar o gol. Procurou em meio aos muitos rostos o de Carlos Gamarra, o preparador físico do clube pessoense.

– Eu me preparei muito ao longo dessa semana que passou. Estava com uma vontade imensa de jogar futebol. Uma gana incrível. O resultado é esse. Pude entrar bem e ajudar a equipe a conseguir uma vitória importante. Fiquei muito feliz.

O jogo não foi fácil. O gol de Roger Gaúcho deixava o Belo mais uma vez na frente, com placar de 2 a 1. Alguns minutos depois, Magno ampliou para 3 a 1. Mas, depois, o Remo diminuiu, com gol de Igor João. O Leão Azul se empolgou. E foi para cima. Pressionou muito nos 20 minutos finais. Mas a vitória botafoguense foi mesmo por 3 a 2.

Roger Gaúcho admite as dificuldades. Mas comemora a vitória que garante o Belo bem posicionado na tabela de classificação (é o terceiro colocado, com 11 pontos, empatado com o CSA).

– Foi um resultado importante. Permanecemos no G-4 e nos distanciamos mais de quem está atrás. Agora é treinar forte. Nossa equipe não vem ganhando fora. Mas vamos tentar mudar isso nestas duas próximas rodadas que jogaremos longe de casa – finalizou.

Saiu de campo aplaudido. Sendo ovacionado pela torcida. Batendo no peito e retribuindo a empolgação dos botafoguenses. O próximo jogo é no sábado, contra o Confiança, no Estádio Batistão, em Aracaju. As informações são do G1.

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