RC sai em defesa de Dilma e diz que golpe será “um passo para trás monstruoso”

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Um dia após os protestos contra a presidente Dilma Rousseff e o PT, que mobilizaram no último domingo (13), cerca de 3 mil pessoas na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) fez uma avaliação dos significados presentes nessas manifestações.

“Acho que tem aí várias coisas. Eu seria simplista se procurasse numa frase ou numa ideia resumir tudo isso que se passa no Brasil de hoje. A primeira coisa: tem uma insatisfação muito grande de alguns setores da sociedade brasileira. Essa insatisfação não pega ainda todo mundo, apesar de que a classe média que ascendeu nos últimos 12 anos, que foi significativa, e a classe B, que com políticas compensatórias passaram a ter o que não tiveram ao longo da sua história, mas que se sentem também incomodadas, particularmente pela prestação de serviços e pela crise que começa a desempregar”, destacou Ricardo.

“E o desemprego ele não se dá no topo da pirâmide social, o desemprego se dá na base da pirâmide social”, ressaltou ele sobre os índices crescentes de desempregados nas classes mais pobres devido a gravidade da crise política e econômica no país.

Ricardo Coutinho também destacou o predomínio das classes mais abastadas nos protestos e ironizou o discurso moralista de combate inclemente à corrupção, que tem dado a tônica dos atos, apesar deles contarem com a participação de figuras como os senadores tucanos Aécio Neves e Cássio Cunha Lima, ambos investigados em casos de corrupção.

“Você tem a participação de outros setores da classe média alta e da classe rica que, efetivamente, se contrapõe a um valor que é um valor importante, que é o valor da corrupção. É claro que existe um grande maniqueísmo presente e ao lado dessa ‘santa indignação’, que é o maniqueísmo de veículos de comunicação. Evidentemente que a corrupção não começou no Brasil agora nem pretence (somente) a um, dois ou três partidos. A corrupção existe há muito tempo porque o país, assim como outros países, vem (historicamente) de algo chamado patrimonialismo, que é a confusão entre aquilo que é público e o privado”, contextualizou o governador.

“Então, do ponto de vista da expressão da população, isso não é algo ruim , isso é algo bom. O que é que é o fundamental? É essa indignição que repito, é ‘santa’, ela não coloque em risco coisas arduamente conquistadas e que são fundamentais para qualquer país: direitos fundamentais da pessoa humana e Estado Democrático de Direito. Sem essas duas coisas, nenhuma nação se desenvolve, sem essas duas coisas o Brasil vai dar um passo para trás monstruoso”, alertou Ricardo.

“Será terrível, e muita gente só notará quando perder. É preciso respeitar as regras do jogo, é preciso respeitar o fato de que ninguém pode pagar pelo outro, sendo parente, sendo amigo ou conhecido”, acrescentou o governador fazendo referência a presidente da República, Dilma Rousseff.

“Não existe culpa formada ou denunciado contra a pessoa da presidenta da República. Eu não pertenço ao partido da presidenta nem vou pertencer. Agora, eu não posso ver o país se levantar contra regras estabelecidas, enquanto que contra essa pessoa especificamente (Dilma) você não tem nada”, defendeu Ricardo.

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