Ricardo diz que abertura de impeachment é um “ato chantagista” de Cunha

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    Pela segunda vez apenas nesta quinta-feira (03), o governador Ricardo Coutinho (PSB), se manifestou nas redes sociais contra a abertura do processo de impeachment do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). No Facebook, o socialista afirmou contundentemente que a ação do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ) foi “um ato chantagista” e um atentado à democracia brasileira.

    Ricardo também ressalta que este é o momento das “instituições e sociedade civil responderem” a esse movimento contra a presidente, em prol da defesa da “democracia brasileira, tão jovem e tão duramente conquistada”, que “não pode ser refém de chantagem de qualquer natureza”. Para ele, “o Brasil precisa de estabilidade, não de ameaças e chantagens”.

    Leia texto na íntegra:

    Quem acompanha o que tenho dito em entrevistas e pronunciamentos ao longo dos últimos meses conhece minhas posições sobre o que nosso país está vivendo. E sabe que a inflação, o desemprego e a recessão não se transformaram em motivo de desânimo nem paralisia para a Paraíba, apesar das terríveis dificuldades. O Governo segue trabalhando em benefício da população, a maior vítima da atual crise econômica. Tenho cobrado do Governo Federal empenho para mudar a agenda do país, olhar para a frente, apresentar razões para a população ter esperança em um futuro melhor. Digo sempre que o Brasil já passou por situações gravíssimas em um passado recente e que, nessas situações, a sociedade soube responder positivamente aos desafios propostos pela realidade. E defendo que as mudanças podem e devem se dar em um ambiente político e social de respeito à democracia. 

    A decisão do presidente da Câmara dos Deputados de aceitar abertura do processo de impeachment da presidente Dilma aponta em sentido contrário. É um ato chantagista, ao qual as instituições e a sociedade civil precisam responder. O povo não merece isso e ao Poder Legislativo não convém ser presidido por alguém movido pelo ódio. A democracia brasileira, tão jovem e tão duramente conquistada, não pode ser refém de chantagem de qualquer natureza. O Brasil precisa de estabilidade, não de ameaças e chantagens.
    Reafirmo aqui o que tenho dito a respeito de momento tão grave para todos nós, manifesto a crença no bom funcionamento das instituições democráticas e renovo a convicção de que nosso país é muito maior do que fazem crer os interesses pessoais e a prática política do deputado Eduardo Cunha.

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