Relógio inteligente da Samsung é melhor que o da Apple, mas tem suas falhas

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    Em outubro, a Samsung lançou no Brasil o Gear S2, segunda versão do seu smartwatch (relógio inteligente). Dias depois, foi a vez do Apple Watch ser lançado no país. Assim, as duas gigantes repetem aqui nos “wearables” (acessórios vestíveis) a disputa que travam há anos nos celulares. Ambos gadgets funcionam como uma extensão do smartphone, com notificações e monitor de atividades físicas, além de ser um adereço geek elegante e caro.

    Mas na análise do UOL, o Gear S2 apresentou uma série de pequenas vantagens sobre o rival da Apple. É R$ 1.000 mais barato –a partir de R$ 1.899, contra R$ 2.899 do concorrente; é mais bonito e funcional; e pode ser conectado a qualquer aparelho com Android 4.4 ou superior, enquanto o Apple Watch depende exclusivamente de iPhones com iOS atualizado. E em breve, o Gear S2 também funcionará em sincronia com iPhone.

    Mas não é livre de problemas também. Apesar de mais barato que o da Apple, o Gear 2 é como qualquer smartwatch lançada até hoje: um produto de custo-benefício ainda bem desigual em relação ao que entrega. Custando o preço de um bom tablet ou um notebook mais simples, ele é indicado para quem quer se aventurar no ainda experimental mundo dos smartwatches, que facilitam a vida, mas não eliminam totalmente o uso do celular.

    Além de uma pulseira relativamente frágil (na versão testada, a Sport), o sistema operacional do Gear S2 é o Tizen, da própria Samsung, e não o Android Wear, criado pelo Google para smartwatches. O Tizen é fácil e intuitivo, mas ainda conta com poucos aplicativos. Não há para ele Whatsapp, Facebook Messenger, Gmail, Hangout e Viber –todos já existem em versão Android Wear. O que tem? Yelp (restaurantes e estabelecimentos), Lifesum (saúde), Here (mapas). Apps interessantes, mas é aquilo: essas funções funcionarão melhor no seu celular, com apps mais consolidados.

    Lucas Lima/UOL
    Relógio inteligente da Samsung é melhor que o da Apple, mas tem suas falhas

    No dia a dia

    Se você for daqueles que não gostam de olhar o manual e vão logo mexendo no produto depois de tirá-lo da caixa, provavelmente vai ter algum estranhamento inicial com o Gear S2. Poderá não reparar que além da tela touch e dos dois botões do lado –que funcionam como home (para a tela inicial de apps) e voltar– você pode navegar girando a borda de metal ao redor da tela; ela controla um pontinho que identifica o app selecionado, além de se mover entre menus e opções.

    Leva-se pouco tempo para se acostumar com os controles básicos. A tela pequena ainda será um aborrecimento para quem tiver dedos grandes, mas como os ícones ficam em uma fileira, isso é melhor que a nuvem de apps do Apple Watch, onde abrir o app errado é uma constante.

    A conexão com o celular Android acontece por meio do app Samsung Gear, a ser baixado via Google Play. Uma vez aberto, basta clicar na opção “conectar”, fazer algumas configurações rápidas e pronto: o elo entre o celular e o relógio começa. Mas lembre-se que a conexão será via Bluetooth, recurso que muito usuário desliga no celular para economizar bateria. Ou seja, prepare-se para um celular descarregado antes do tempo se usar o Gear S2.

    Apesar da ausência de apps para Whatsapp e do Gmail, você não fica inteiramente sem eles. O sistema de notificações avisa quando chegam mensagens novas deles, além de SMS –que nem ocorre no Apple Watch, aliás. Esse é um dos maiores trunfos de um relógio inteligente, mas nisso o Gear S2 é quase bom. Na maioria das vezes as notificações chegam, mas às vezes não. E quando você lê no relógio, a notificação nem sempre some no celular, lhe dando um pouco de “deja vu”.

    Você pode abrir e ler as mensagens –se contiver imagens, não as verá–, além de apagá-las, arquivá-las e até respondê-las com respostas pré-gravadas curtas, como “ok” ou “obrigado”. Há ainda um tecladinho –como nos celulares antigos, digitando várias vezes a mesma tecla até chegar na letra certa– e o reconhecimento de voz S Voice, que como esperado, erra algumas vezes para acertar as frases ditadas, isso quando acerta. E quanto mais complexa a frase, maior a chance de errar. Mas o tecladinho, apesar de truncado, pode atender melhor nessa parte.

    Alguns dos truques padrão do Gear S2 são o relógio (evidente) e seus diferentes skins de personalização; alarme; cronômetro; condições do tempo; agenda; resumos de notícias via Flipboard; tocador de música (função não testada, requer fone Bluetooth). Há as funções de saúde e fitness, mas a contagem de passos é um pouco irregular; você caminha e não vê o contador avançar, por exemplo.

    A tela é nítida e mostra bem tudo mesmo sob sol forte, e a bateria dá conta de dois dias inteiros de uso moderado, ou um dia e meio de uso intenso –melhor que a média dos smartphones. O carregamento ocorre por indução (sem fio) em um acessório que vem na caixa, similar a um mostruário de loja para relógios. E carrega rápido; de 0 a 100% em mais ou menos três horas.

    Lucas Lima/UOL
    Relógio inteligente da Samsung é melhor que o da Apple, mas tem suas falhas

    No visual e materiais usados, o Gear S2 também é bonito, com corpo arredondado em metal prateado, sem cara de treco para nerds. A versão testada foi a Sport; é a mais barata, com pulseira de elastômetro (o S2 Classic é feito com couro); porém, ela se rompeu duas vezes no uso, ao ser deixada em bolsos mais cheios. E se rompe bem na base, próximo ao encaixe do corpo do relógio, ficando difícil de tirar o pedaço restante. É um problema sério de construção para um produto tão caro, e sequer é avisado em seu manual.

    Procurada, a Sansung deu a seguinte declaração sobre o defeito: “Assim que recebermos o produto em questão faremos uma análise aprofundada para determinar o que, de fato, aconteceu. A Samsung reforça seu comprometimento em sempre assegurar aos nossos clientes a execução das mais rigorosas normas de controle de qualidade para garantir a melhor experiência ao usuário”.

    Em resumo, o Gear S2 tem mais acertos do que erros, mas se você só quer ver as horas, o velho relógio de pulso ainda vale mais a pena. Se é pela conectividade, a dependência do celular ainda está muito grande para valer o investimento.

    Como as fabricantes estão cada vez mais apaixonadas pelos vestíveis e suas possibilidades no conceito da Internet das Coisas, daqui a uns anos poderemos ver versões com funções bem mais úteis e importantes, além de superar limitações como a pequena tela e escrita de texto rudimentar. Reconhecimento de voz melhorado? Não seria nada mal.

    Direto ao ponto

    Conectividade: Wi-Fi 802.11 b/g/n; Bluetooth 4.1; NFC
    Sistema operacional: Tizen
    Tela: Super AMOLED 1.2″ (30,2 mm) com resolução 360 x 360 pixels
    Processador : 1 GHz, Dual-Core
    Memória: 512 MB de RAM, 4 GB interna (disponível 1,9 GB)
    Sensores: acelerômetro, barômetro, giroscópio, monitor cardíaco, sensor de luz
    Dimensões: 49,8 x 42,3 x 11,4 mm (S2) e 39,9 x 43,6 x 11,4 mm (S2 Classic)
    Peso: 47 g (S2) e 42 g (S2 Classic)
    Bateria: 250 mAh (dura em média dois dias) com carregamento sem fio
    Áudio e vídeo: aceita MP3, M4A, AAC, OGG

    Lucas Lima/UOL
    Relógio inteligente da Samsung é melhor que o da Apple, mas tem suas falhas
    Smartwatch Gear S2, da Samsung, e Apple Watch, da Apple
    Relógio inteligente da Samsung é melhor que o da Apple, mas tem suas falhas
    As informações são do Uol. 

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