PT sobre Cássio na lista da Odebrecht: “ele fazendo é certo, os outros é que estão errados”

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O pré-candidato do PT à prefeitura de João Pessoa, Professor Charliton Machado, comentou, em entrevista ao Paraíba Já, sobre a divulgação da lista de propina da construtora Odebrecht, onde aparecem centenas de nomes de políticos de vários partidos, incluindo PSDB, PMDB, PP e diversos outros, além do próprio PT.

“Na política brasileira, do ponto de vista do financiamento empresarial de campanha – e nós já temos dito que esse é um problema que atinge todos os partidos brasileiros – deveria ter sido repensada há mais tempo. Isso é a prova cabal de que a política virou um investimento empresaria há muito tempo. Virou um negócio também, os empresários investem nas campanhas, eles gastam com as candidaturas, eles patrocinam o candidato que terão retorno do ponto de vista político dos seus resultados”, critica o professor.

Ele aproveitou para fazer uma autocrítica ao Partidos dos Trabalhos pela forma como assimilou o financiamento empresarial nas suas campanhas políticas. “Isso reflete um modelo conservador da política – e eu tenho feito críticas também ao PT. O PT acabou se incorporando a esse modelo, paga um preço muito alto por isso que é constar também na lista de partidos políticos que recebe financiamentos empresariais de campanha para fazer campanha, para construir seus projetos políticos”, reconhece.

“Esse preço nos estamos vendo agora com essa crise da Lava Jato e também já vimos isso em 2005 (com a crise do mensalão) e estamos repensando isso que é acabar com financiamento empresarial de campanha, evitar esse modelo conservador de campanha empresarial e tentar construir um modelo político mais arejado, voltado para as ideias e para o programa político”, defende ele.

Charliton também repercutiu o fato de figuras importantes do PSDB paraibano constarem na lista da Odebrecht, como o senador Cássio Cunha Lima, o ex-senador Cícero Lucena e atual prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. “Em relação a Cícero, Cássio e Romero, eles já compõem esse modelo político há muitos anos. Isso não é novidade”, analisa.

“Cícero Lucena sempre foi um candidato muito forjado em torno dessas estruturas. Cássio Cunha Lima nem se fala, nós já temos os episódios históricos de excesso de gastos de campanha, de dinheiro que voou do Edifício Concorde no passado, punição eleitoral em função disso”, relembra Charliton sobre os diversos episódios de corrupção envolvendo o líder do PSDB no senado.

“Então é um candidato que fez sempre campanha com muita estrutura de dinheiro que era é inconcebível se pensar que fosse apenas uma ‘vontade Divina’. Ele sempre teve grandes financiamentos empresarias e, aliais, ele assumiu isso. O problema de Cássio é ele achar que fazer política dessa forma pra ele é correto e para os outros é ilegalidade”, completa sobre Cássio.

 

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