PT da Paraíba diz que nem Cássio nem Efraim tem moral para criticar Dilma

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    O presidente do PT da Paraíba Charliton Machado, em entrevista ao Paraíba Já, na manhã desta quinta-feira (03), lamentou o processo de abertura do pedido de impedimento do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), feito pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), na tarde de ontem. Além disso, ele rechaçou as posturas dos parlamentares paraibanos, senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e Efraim Filho (DEM), que se manifestaram a favor do impeachment através das redes sociais.

    Ouça:

    “Nem Efraim e muito menos Cássio Cunha Lima tem estatura moral para fazer qualquer debate de acusação contra a presidente Dilma. Não pesa contra ela absolutamente nada, nenhuma linha, nem no Ministério Público, nem na Justiça Federal, nem no STF, não há uma acusação. Ao contrário do que acontece a estes parlamentares. O histórico deles denuncia de que eles não são pessoas recomendáveis, pelo ponto de vista ético e moral, para fazer qualquer ataque à presidente Dilma”, declarou.

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    Ele ironiza a postura dos parlamentares, pois é seria a demonstração de que eles não aceitam o resultado das urnas. “Estão na verdade fazendo aquilo que é próprio de quem não aceita a regra do jogo: aceitar a derrota. São quatro derrotas seguidas que são colocadas contra o PSDB e o DEM. O tipo da comemoração de quem não entende o significado da democracia. Perderam no voto e vão perder no debate público, porque a sociedade não vai aceitar golpe”, refletiu.

    Eduardo Cunha

    Charliton condenou a decisão de Eduardo Cunha em abrir o processo de impeachment de Dilma, mas que para ele, a atitude explicita o caráter político do presidente da Câmara.

    Ouça:

    “Eduardo Cunha faz o jogo da chantagem e da retaliação. Sabedor que foi que o PT não apoiaria qualquer movimento para salvar sua pele por comprovada corrupção, fez isso que todo mundo tomou conhecimento pela mídia, que foi a tentativa de dar o troco a democracia, não ao PT, mas à democracia brasileira”, disse.

    De acordo com ele, esta é uma tentativa de frustrar a democracia no país e escolha feita pelos brasileiros nas últimas eleições. “O baixo clero não pode ditar a política, transformando a democracia num balcão de negócios. A democracia é forte, sólida, vamos  para as ruas fazer esse enfrentamento, esse debate, vamos enfrentar aqueles que querem usurpar o direito democrático aqui na Paraíba, no Brasil, em qualquer canto. Vamos fazer um debate nacional, com os partidos de esquerda, que já estão se mobilizando, com a militância. Vamos reunir na próxima sexta o PT da Paraíba e os movimentos sociais. Esse movimento para tentar frustrar a democracia pode custar muito alto para a própria democracia e para o Brasil. Se esse é o preço que nós vamos pagar, vamos pagar para defender o estado democrático de direito”, declarou.

    Manoel Junior e a defesa de Cunha

    Diante da defesa que o deputado Manoel Junior (PMDB) fez contra a qualquer movimento que possa investigar na Câmara a cassação de Cunha, ocorrida nesta semana, no Conselho de Ética, especula-se que o peemedebista também possa apoiar o impeachment de Dilma. Charliton comenta que agora é o momento de descobri a “verdadeira face” daquele que, até pouco tempo atrás, pleiteava ser ministro da Saúde.

    “Esse é o momento de saber quem está do lado da democracia ou quem quer abrevia-la para satisfazer seus interesses políticos e aliados contrariados pelo voto. Quem tem que responder pela suas posturas e contradições é o próprio deputado. Nós vamos defender a democracia, defesa do governo eleito pelo povo brasileiro, que vai governar até janeiro de 2019. Nós vamos respeitar a democracia”, refletiu.

     

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