Presidente da Funjope rebate artistas, lança desafio e anuncia edital do FMC

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O presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) Maurício Burity, em entrevista ao Paraíba Já, rebateu as críticas feitas por representantes de alguns segmentos culturais da Capital, que apontaram retrocessos na gestão da Cultura no município.

Ele justificou que o cancelamento do espetáculo da Paixão de Cristo na Semana Santa, uma tradição de mais de 15 anos ininterruptos, foi devido à crise econômica.

“Dentro do cenário que o Brasil está tendo, infelizmente, nós tivemos de não realizar a Paixão de Cristo”, alegou.

Em relação ao audiovisual, Burity disse que “nunca antes na gestão da Funjope houve tantos recursos para o audiovisual”, fazendo referência aos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual que, com uma contrapartida de um terço da verba da PMJP, chega ao montante de R$ 6 milhões.

“Eu desafio essas pessoas, através do Paraíba Já, a comparar quem conseguiu mais recursos para o audiovisual a não ser a Funjope na gestão do prefeito Cartaxo. Fica o desafio. Toda a ação positiva que nós fazemos infelizmente tem uma minoria, um movimento partidário que sempre vem com contrainformação, dados errôneos, uma contrapropaganda”, provocou

FMC e Walfredo Rodrigues

Maurício Burity anunciou, em primeria mão, à reportagem do Paraíba Já o lançamento da nova versão dos editais do Fundo Municipal de Cultura (FMC), direcionado a todas as áeras e o Walfredo Rodrigues, dirigido ao seguimento do audiovisual.

“Estamos lançando edital do FMC na primeira semana de junho no valor de R$ 1,5 milhão e vamos lançar também o terceiro edital do Walfredo Rodrigues entre junho e julho”, garantiu.

Ele destacou que houve ampliação dos recursos do edital do Fundo Municipal de Cultura (FMC) e o Festival Internacional de Música Clássica que, de acordo ele, está consolidado.

“Aumentamos em 40% o FMC, nós temos um festival internacional de música clássica consolidado que nós vamos inclusive realizar esse ano, mesmo com a crise”, destacou para em seguida citar a criação da Orquestra Sinfônica Municipal e a parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) no projeto Ação Social pela Música do Brasil.

“Trouxemos, em parceria com a Petrobrás, esse projeto de música clássica nas comunidades carentes que é o único (na cidade) homologado pela Organização das Nações Unidas”, afirmou.

Divergências

Burity declarou que apesar das divergências respeita a opinião dos artistas e fez uma crítica velada aos que foram ouvidos pela reportagem do Paraíba Já.

“Evidentemente que eu respeito a opinião de cada um e o apoio pessoal e individual de todos os que realmente não são partidarizados e tem a bandeira da cultura em primeiro lugar – e não a bandeira partidária”, defendeu.

Novas inaugurações

O presidente da Funjope exaltou a criação do Centro Cultural de Mangabeira e afirmou que “em um momento de crise desse, inaugurar um centro cultural como esse em Mangabeira, é louvável”.

Ele também informou que entre julho e agosto deste ano, mais dois centros culturais também serão inaugurados. “Virão mais dois centros culturais com cinco mil metros, um no Gervásio Maia e outro no Vale das Palmeiras no Cristo”, anunciou.

De acordo com Maurício os centros terão, além, de biblioteca, telecentro, salas multiuso, uma quadra poliesportiva, pois a proposta é promover ações de cultura e de esportes.

Divergências II

Maurício Burity voltou a criticar uma suposta má vontade de alguns artistas quanto a gestão cultura da Prefeitura de João Pessoa no governo de Cartaxo.

“Tem pessoas, individualmente, que tem suas convicções partidárias e que quanto mais a gente faz, algumas pessoas ficam incomodas e passam a buscar sempre coisas que não existem”, criticou

Sobre a ausência de uma sala de cinema pública mantida pela prefeitura, promessa feita no início gestão, ele desconversa. “Aqui falta um teatro municipal, falta um museu e evidentemente que falta uma sala de cinema especificamente para o município. Mas nós demos um grande passo porque pela primeira. A Funjope faz um acordo com a Ancine, que é o órgão que regulamenta todo o audiovisual brasileiro. Nunca antes na história teve um diretor da Ancine que veio a João Pessoa lançar projetos para o cinema de João Pessoa”, disse.

 

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