Prefeita justifica aumento de gastos com Carnaval no Conde: “cidade diferenciada”

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A Prefeitura do Conde emitiu uma nota, como direito de resposta, a uma publicação do Paraíba Já, sobre o intenso aumento de recursos gastos com o Carnaval nos últimos quatros anos.

A nota argumenta que o Conde é um “município diferenciado”, por isto, há a necessidade de se aumentar em 135% os gastos em festas, pois o cenário de crise econômica que assola o país não afeta a cidade, que proporcionou o “maior carnaval de todos os tempos”.

Além de ressaltar ações da gestão, a nota também informa que haverá, sem data definida, concurso público para o provimento de 300 vagas.

Leia nota na íntegra:

Ocupando espaço nesse prestigiado portal de notícias para exercer o sagrado Direito de Resposta, como nos assegura a Constituição e manda a boa regra do jornalismo de mão dupla, apresentamos como contraponto ao que foi noticiado aqui sobre a evolução da despesas com o carnaval e hipotética crise na gestão Tatiana, a argumentação lógica de que o Conde é um município diferenciado e, à luz da verdade, merece um outro foco no que foi precipitado e unilateralmente difundido e levou os internautas a conclusões errôneas do fato de Jacumã ter sido palco do maior carnaval de todos os tempos.

Um evento que produziu 50 toneladas de lixo por dia, conforme coleta feita pela Prefeitura do Conde com eficácia e comprovada pelo aterro sanitário metropolitano, obviamente potencializou o consumo no comércio local, que vendeu como nunca e tem no carnaval o seu ápice de faturamento.

Com sua folha em dia e o único município do estado que concedeu reajuste de 13% para os servidores da Educação e que depositou o terço de férias, o Conde trafega na contramão da crise, pois em 2015 a captação de dez novas empresas para o seu distrito industrial gerou três mil novos empregos para os condenses.

Segunda cidade com maior número de leitos em resorts, hotéis e pousadas, Conde tem um perfil diferente dos demais municípios paraibanos, pois sua maior vocação é o turismo e essa indústria sem chaminés precisa de fomento, a exemplo do carnaval de 2016, considerado por todos um sucesso.

Finalizamos essa nota convictos de que a função do poder público é fazer o dinheiro circular, evidenciamos mais uma reação positiva do Conde à crise que atinge a todos e, num momento em que muitos demitem, negam reajustes aos servidores ou vivem a ameaça do atraso na folha, vem a prefeita Tatiana Correia anunciar a realização de um concurso com mais de 300 vagas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Carnaval, pão e circo.

    O primeiro imperador romano, Otávio Augusto, governou de 27 a.C a 14 d.C. Entre as principais medidas tomadas em sua ditatura está à política do pão e circo (panem et circenses, no original em Latim). Distribuía gratuitamente trigo para os pobres e organizava espetáculos públicos de circo. Com tais iniciativas, se tornou bastante popular e teve apoio massivo da população romana. Entretanto, nunca foi um homem democrático. Limitou o poder do Senado e matou seus inimigos. Fez o império prosperar, mas com grandes sacrifícios.

    O carnaval de hoje não fica longe da realidade de Otavio Augusto. Sendo o soberano do governo, patrocinou a festança do povo. Os governos atuais, também patrocinam a farra dos eleitores. Todos os carnavais recebem incentivos e recursos que classificam o carnaval como “cultura”. Sendo “cultura”, pode ser financiado com dinheiro público. Enquanto o povo brinca, pula, come a vontade, não percebe o que está por detrás dos panos, das mascaras, dos confetes e serpentinas, nas colombinas e dos pierrôs.

    Enquanto se preenche o “tempo livre” com pão e circo, ninguém irá preparar uma revolução para contestar os mandos e desmandos da politica. E isso corresponde o sucesso dos carnavais, ano após ano. Sabendo que o carnaval serve para encobrir os problemas e ajudar a manter o povo alegremente conformado e cego a todos os problemas.

    No Brasil se você der um pedaço de pão (bolsa família) e montar um circo (Carnaval) os brasileiros vão esquecer a corrupção, das epidemias e até que podem não ter nada para comer amanhã, mesmo depois de tanto progresso aqui ainda prevalece a politica do pão e circo.

    Então, carnaval é o melhor negocio para entreter o povo. Para fazer o povo esquecer que tem um município abandonado, por falta de medicamentos nas UBS; falta de médicos; escolas sucateadas, ausência de transporte escolar; obras superfaturadas e inacabadas; ruas esburacadas; sem coletas de lixo; entre outros inúmeros problemas. Muito mais rentável, pois nele tudo se paga. E a procura é grande. Se Otávio Augusto tivesse a mesma ousadia dos marqueteiros modernos, ele saberia explorar muito mais o potencial do pão e circo como acontece agora. Ele não precisaria distribuir gratuitamente à população. Bastava uma boa propaganda para encher os cofrinhos do império. Todo mundo estaria feliz e não encontraria tempo para criticar o seu governo.

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