Prefeito de CG propõe criação de ‘gabinete de crise’ para gerir distribuição de água

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    O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), durante sessão temática no Senado Federal para discutir sobre o fenômeno da seca na Paraíba, destacou a importância de ações para conter a crise hídrica e propõe que o Ministério Público acompanhe a distribuição e qualidade da água, bem como seja criado um “gabinete de crise”.

    O prefeito destaca o caos na crise hídrica da cidade e denuncia que não há planos para conter, mesmo assim o governo federal já repassou recursos para o governo estadual, mas a prefeitura não recebeu esses recursos.

    “Campina Grande e demais municípios do compartimento da Borborema com população totalizada de quase 1 milhão de habitantes é abastecida pelo açude de Boqueirão que está com capacidade inferior a 14%, significa dizer que é uma situação preocupante se não houver ciclos de chuva. A cidade de Campina é um município cristalino, a maior parte da água subterrânea é de péssima qualidade e tem tendência salina, assim não sendo potável. Na atualidade não temos plano de contingência, que talvez seja Campina o município de todo país que apresente a maior dificuldade ao problema, nem tampouco aos demais municípios do estado falando especificamente da Paraíba. Venho em nome do povo da Paraíba, dos 223 municípios, em que 195 estão em estado de emergência isso é reconhecido pelo governo federal e é uma estatística preocupante. Os institutos de meteorologia apresentam tendência no agravamento da seca nesse período por causa do fenômeno El Nino, embora possa haver modificação para os próximos meses”, refletiu.

    O prefeito campinense sugere que o Ministério da Saúde pode acompanhar a qualidade da água distribuída e parabeniza a distribuição de água pelos carros-pipa. “Há necessidade de acompanhamento pelo Ministério da Saúde para qualidade da água distribuída à população campinense que, segundo os dados de instituto de pesquisa local, 42% da população faz uso de água mineral. Significa dizer que tem gente que consome água diretamente do próprio sistema de abastecimento de água, e que podem eventualmente ser contaminadas com algum produto na questão da qualidade da água. Louvo a distribuição de água pelos carros-pipa”, disse.

    Durante sua fala, Romero propõe que seja criado um gabinete para tratar sobre a crise hídrica, atualização no portal de transparência do governo federal, e solicita que a transposição do São Francisco seja realizada o mais rápido possível para amenizar o problema.

    “Proponho que seja criado um gabinete de crise, com integrantes do governo federal, governo estadual e governos municipais para evitar a politização na distribuição de água e minimizar os efeitos da seca. Que o governo federal atualize o portal da transparência para que possamos acompanhar a distribuição do recurso aos municípios dos estados nordestinos. Aquisição de estação tratamento móvel de água, permitindo aos municípios o acompanhamento. Faço um apelo ao governo federal para realizar o mais breve possível a transposição das águas do São Francisco, é fundamental, é a solução definitiva para o abastecimento e se estudar a forma de implantação de uma adutora”, afirma.

     

     

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