Polícia triplica número de apreensões de animais nos cinco primeiros meses do ano

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    O número de apreensões de animais silvestres mais que triplicou nos cinco primeiros meses deste ano em relação a todo o período de 2014. De acordo com o major Tibério Leite, comandante do Batalhão de Policiamento Ambiental, no ano passado foram 2.006 apreensões. Este ano, já são 7.700.

    Até o fim de maio, foram resgatados e apreendidos 8.225 animais. “A diferença entre apreensão é resgate é que a primeira indica violação da Lei Ambiental. Geralmente o animal está em cativeiro, à venda em feiras livres, criado sem autorização. O resgate é quando nós capturamos um animal que esteja em risco, que não esteja no seu habitat”, explicou, lembrando que entre os 8.225 resgates e apreensões estão aves, mamíferos, répteis e animais provenientes de pesca irregular. Em todo o ano passado, foram 3.415 resgates e apreensões.

    Denúncia – “Infelizmente, o crime ambiental é um crime silencioso. As pessoas ainda não têm o hábito de denunciar, exceto quando elas são prejudicadas diretamente. Se alguém passa pela estrada, por exemplo, e obseva um desmatamento, não denuncia”, lamentou.

    Para denunciar qualquer crime ambiental, o telefone do Batalhão Ambiental é o 3218-7222, ou o 190, da Polícia Militar. “A sociedade não tenha dúvidas de que o Estado da Paraíba tem se empenhado em combater práticas abusivas contra o meio ambiente. Prova disso são os números de apreensões que temos multiplicado. A questão ambiental é algo que está ligado a muitos aspectos da vida do cidadão: à qualidade de vida e até ao fator econômico”, ressaltou.

    Ações recentes – Entre as ações recentes do Batalhão de Policiamento Ambiental está a apreensão de 64 animais, nessa terça-feira (2), nas cidades de Alagoa Grande e Santa Rita. Já em Pedras de Fogo, foram apreendidos dois caminhões e duas retroescavadeiras, que realizavam extração irregular de minérios para uma cerâmica de Caruaru. “São pessoas que, além de prejudicarem o meio ambiente, saem do Estado sem pagar nenhum imposto. Temos também intensificado as ações nesse sentido para inibir esse tipo de crime ambiental, que também nos preocupa”, alertou.

    Os responsáveis pelos veículos, segundo o major Tibério Leite, foram conduzidos à delegacia e, depois, liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

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