Polícia prende suspeito de participar da morte de Vivianny Crisley na PB

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Um quarto suspeito de envolvimento na morte da vendedora Vivianny Crisley, de 29 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (23), segundo confirmou o superintendente regional da Polícia Civil, Marcos Paulo Vilela. Ele já passou pela audiência de custódia, junto com os dois suspeitos que foram presos no Rio de Janeiro, e vai permanecer preso. Todos os quatro suspeitos estão detidos na Central de Polícia em João Pessoa.

A participação dele no crime não foi relevada pelo delegado, que explicou que mais detalhes sobre o caso vão ser repassados à imprensa em uma entrevista coletiva na sexta-feira (25). O quarto preso é irmão de um dos suspeitos já detidos.

Vivianny Crisley estava desaparecida desde a madrugada do dia 20 de outubro, após ser vista saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa. A confirmação de que um corpo achado no dia 7 de novembro carbonizado, em uma mata em Bayeux, na Grande João Pessoa, era de Vivianny foi feita no dia 14.

Os suspeitos Jobson Barbosa da Silva Júnior e Fagner das Chagas Silva, presos no Rio de Janeiro, chegaram no fim da manhã desta terça-feira (22) em João Pessoa. A dupla desembarcou de um vôo comercial depois que todos os outros passageiros tinham desembarcado. Eles estavam acompanhados de agentes da Polícia Civil paraibana.

Os homens foram presos no morro do Acari, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (21), em uma ação da Polícia Civil da Paraíba. As prisões foram em cumprimento aos mandados de prisão expedidos pela Justiça da Paraíba.

O advogado da dupla, João Deilton, estava no aeroporto, disse foi contratado pelas famílias e que ainda ia conversar com os dois clientes. Ele disse no fim da manhã que não tinha tido acesso ainda ao inquérito e que só quando puder ver os documentos vai definir a estratégia de defesa.

Corpo identificado

A confirmação de que o corpo achado era mesmo de Vivianny foi possível após um exame de DNA realizado pelo IPC, que comparou o material genético de pedaços de pele retirados do corpo com o de familiares da Jovem. O corpo foi encontrado no mesmo dia da prisão do primeiro suspeito.

Segundo o delegado Reinaldo Nóbrega, a dupla fugiu para o Rio de Janeiro em um ônibus no dia 26 de outubro. “Até o momento, eles confessaram o assassinato de Viviany, mas ainda temos que ouvir os suspeitos em depoimento para conseguirmos os detalhes do que ocorreu no dia do crime”, explicou o policial.

O secretário estadual de Defesa Social (Seds), Cláudio Lima, explicou que a dupla conseguiu alugar um imóvel no local onde eles foram presos, perto do endereço de parentes. O acesso à região foi possível com o apoio de policiais do Rio de Janeiro. “O sigilo neste tipo de investigação é importante, por isso muita coisa nós ainda mantemos em sigilo porque ainda estão sendo elaborados laudos periciais”, justificou.

Cronologia do dia do desaparecimento

Segundo a polícia, Vivianny passou a noite do dia 19 de outubro em um bar no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com uma amiga, em uma mesa, enquanto os três suspeitos estavam em outra mesa. “No final da festa, a amiga de Vivianny tentou chamar a jovem para ir embora, mas ela resolveu ficar. Minutos depois, de acordo com as imagens das câmeras do local, Vivianny Crisley saiu com Allex e outros dois colegas, Juninho e Bebé”, disse Reinaldo.

Na versão que Allex contou para o delegado, após sair do bar, os quatro foram para a cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. “Allex diz que dormiu no meio do caminho e que acordou em um posto de gasolina. Quando ele acordou, ele pediu para o Juninho, que estaria dirigindo, o levar para casa. Após deixar Allex em casa, no distrito de Várzea Nova, os outros dois suspeitos e Vivianny seguiram no carro”, detalhou Reinaldo Nóbrega.

No depoimento, Allex disse que horas depois, Juninho e Bebé retornam à casa dele sujos de sangue e com o celular de Vivianny Crisley. “Eles deram o aparelho pra Allex e segundo ele, disseram: ‘Matamos a menina, porque ela estava gritando muito, pedindo pra voltar para casa'”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a polícia, Allex contou no depoimento que os outros dois suspeitos tomaram banho e dormiram na casa dele e, no dia seguinte ao desaparecimento de Vivianny, a dupla ainda chegou a levar outras duas meninas e comprou bebida para uma festa na casa de Allex. “As famílias dos outros dois suspeitos dizem que eles chegaram a ir para casa no sábado, um dia depois do crime, mas que depois disso, nunca mais retornaram”, disse o delegado.

Os três suspeitos estão sendo indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, segundo o delegado Marcos Paulo Vilela, superintendente regional da Polícia Civil. “A versão dada pelo suspeito preso bate com algumas informações que a gente tem, mas também pode ser completamente mentirosa. Só a prisão dos outros dois e o resultado da perícia vai nos dizer exatamente o que aconteceu”, disse Vilela.

Informações do G1.

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