Polícia Civil prende cinco envolvidos em assassinato de agente penitenciário em JP

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    Polícia Civil prende cinco envolvidos em assassinato de agente penitenciário em JPPoliciais Civis do Grupo de Operações Especiais (GOE), em parceria com o Núcleo de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), prenderam cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o homicídio do agente penitenciário Ivonilton Wanderley Coriolano Júnior, de 38 anos, ocorrido no mês de março. A vítima teve o corpo encontrado no Rio Jaguaribe, no bairro do Cristo Redentor.

    As prisões aconteceram na Comunidade Vale das Palmeiras, em João Pessoa, e foram realizadas por força de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça local, com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária.  Foram presos: Alcione Araújo da Silva, de 33 anos; José Adailton Matias da Silva, Silas Freitas Calado, de 21 anos, Ewerton Freitas Calado, de 20 anos; e José Edson dos Santos, de 18 anos.

    De acordo com o delegado titular do GOE, Allan Terruel, logo após a prisão, Alcione Araújo confessou o crime e disse como tudo tinha acontecido. “Essa investigação foi bem precisa. Recebemos muitas informações da população via o número 197- Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) e aos poucos fomos identificando os envolvidos.

    No caso da Alcione, ela confessou em depoimento e disse que ela e outra moça, que já foi identificada, encontraram o agente em um bar e atraíram a vítima até o apartamento dela, colocaram uma substância na bebida dele e, após o agente ser dopado, elas chamaram os outros envolvidos no homicídio, que agrediram a vítima, roubaram a pistola, dinheiro e celular e depois de amarrarem as pernas dele colocaram o agente em um carrinho de mão e o jogaram no rio. Ivonilton ainda estava vivo e provavelmente morreu por afogamento”, disse o delegado.

    Ainda segundo a autoridade policial, a ação foi articulada dentro de uma penitenciária do Estado e indicava que o grupo deveria roubar a pistola do agente penitenciário. “A ordem era roubar a pistola, que ainda não foi encontrada, e como a vítima era um servidor da área de Segurança Pública, o bando decidiu pelo assassinato. Mas as investigações desse caso continuam, já que identificamos que mais três pessoas estão envolvidas. Ao todo, nove pessoas estão ligadas a este homicídio. Cinco foram presas ontem, um já se encontra dentro de uma Unidade Prisional do Estado e outras três estão foragidas”, disse Terruel.

    “No momento do espancamento do agente penitenciário, que aconteceu durante o dia e em um local movimentado, na parte de baixo do prédio onde Alcione morava, muita gente presenciou a cena e repassou informações para a Polícia. Esses dados chegaram via o Disque Denúncia, da Seds, o que só reforça a importância desse canal para a prisão de criminosos. Contamos sempre com o apoio da sociedade para a solução de casos como este”, completou o delegado.

    Para o secretário da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, a investigação bem feita e a prisão dos criminosos mostram a importância da integração entre as Forças de Segurança do Estado. “O GOE e o Núcleo de Inteligência da Seap mostraram na prática a importância de um trabalho integrado bem feito. O Grupo de Operações Especiais fez um levantamento rigoroso de informações e conseguiu desvendar todos os envolvidos nesse caso, que terminou de forma tão brutal. A Polícia deu uma resposta à sociedade e esse é o papel das Forças de Segurança: combater a criminalidade no Estado”, frisou Cláudio Lima.

    Já o secretário de Administração Penitenciária, Wagner Dorta, ressaltou que as duas Secretarias estavam empenhadas em solucionar o crime. “Um homicídio com requintes de crueldade, Ivonilton Coriolano era um cidadão de bem e precisávamos esclarecer como tudo tinha ocorrido, além de punir os envolvidos neste homicídio e conseguimos. Estamos atentos aos crimes, e nosso papel é investigar de onde partem e como são articulados até resultar na prisão de criminosos. E frisamos que ações delituosas serão combatidas em qualquer lugar do Estado. Estamos preparados para a repressão qualificada ao crime e a sociedade é nossa parceira”, finalizou o secretário.

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