Polícia desarticula esquema de receptação e furto que causou prejuízo de R$ 2 mi

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    A Polícia Civil da Paraíba, por meio do trabalho investigativo da Delegacia Especializada de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos) de João Pessoa, desarticulou nesta quarta-feira (22) um esquema de furtos e receptação de equipamentos de estações do sistema de telefonia no Estado. A Operação Mercúrio teve como resultado a prisão em flagrante de Ricardo Alexandre de Oliveira Ramalho, 36 anos, e Irlis dos Santos Silva, 35 anos, proprietários da empresa Virtuax, provedora de internet na Capital. Ainda foi apreendido material furtado, entre outros objetos encontrados na sede do estabelecimento comercial e nas residências dos presos.

    De acordo com as investigações, os crimes eram praticados em território paraibano e ainda em Pernambuco e a receptação do material causava prejuízo à sociedade, pois a propagação de sinal de voz, mensagens e internet era interrompida. Os danos, segundo levantamento da delegacia especializada, são avaliados em R$ 2 milhões.

    “A operação foi iniciada pela manhã com cumprimento de mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de João Pessoa com base no trabalho da polícia judiciária. O foco era apreender materiais subtraídos das antenas de rádio base do sistema de telefonia existente no Estado. Essas peças furtadas são responsáveis pela propagação de sinal de voz, mensagens e internet e, quando retiradas, havia como resultado a paralisação do serviço e prejuízo à sociedade. Durante o cumprimento dos mandados, não só equipamentos que estávamos procurando, mas também outros foram encontrados na sede da Virtuax, que fica no Centro da cidade, como também nas casas de Ricardo e Irlis, nos bairros do Geisel e José Américo”, explicou a delegada Emília Ferraz.

    Em depoimento, os dois presos confessaram a receptação do material há pelo menos cinco anos. “Segundo eles, a Virtuax existe há 11 anos e há cinco funcionava utilizando esse material que era comprado ilicitamente pelos proprietários. Para se ter uma ideia, peças como IDI e IDU são compradas por R$ 15 mil pelas empresas de telefonia, enquanto Ricardo e Irlis compravam as mesmas peças por R$ 2,5 mil o par. Ou seja, tinham plena ciência do crime que estavam cometendo”, revelou.

    Ricardo Alexandre de Oliveira Ramalho e Irlis dos Santos Silva foram autuados em flagrante por receptação dolosa, da qual não cabe fiança. Ambos foram ouvidos, apresentados à imprensa durante uma coletiva na Central de Polícia e depois encaminhados para a unidade prisional do Róger, na Capital.

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