PC confirma paternidade e conclui inquérito do caso do menino Moisés

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    O delegado de Polícia Civil de Cabedelo, Ademir Fernandes, concluiu nessa terça-feira (28) o inquérito que apura o caso do menino Moisés, que foi abandonado em uma calçada no bairro Intermares, naquele município, no dia 1º de abril deste ano. Após exame de DNA, foi confirmada a paternidade da criança, cujo pai é o estudante de Direito Moisés Ferreira Teixeira, de 23 anos.  A mãe também é estudante universitária e tem 23 anos, mas sua identidade foi preservada, a pedido do seu advogado. A criança já está na casa do pai, que ficou com a guarda provisória concedida pela Justiça.

    Segundo o delegado Ademir Fernandes, que presidiu o inquérito, as investigações confirmaram que a mulher que deixou a criança na calçada foi a própria genitora. Ela será indiciada por abandono de recém-nascido e o inquérito será remetido à Justiça. O desfecho do caso foi anunciado nessa terça-feira em entrevista coletiva concedida pelo delegado Ademir Fernandes, promotora de Justiça Cristina Vasconcelos e pela Juíza Graziela Queiroga. A investigação do caso foi realizada em parceria pela Polícia Civil, Ministério Público e pelo Judiciário.

    Ainda segundo a investigação do caso, o religioso que encontrou a criança em uma calçada na praia de Intermares é o avô materno do menino. “Logo que começamos a ouvir os depoimentos, as peças foram se encaixando e os acontecimentos foram surpreendo a todos que estavam envolvidos com a investigação. O senhor evangélico que encontrou a criança foi o próprio avô de Moisés, sem saber que a sua filha havia dado à luz a uma criança no início da manhã daquele dia”, revelou o delegado Ademir Fernandes.

    Tanto a mãe quanto o pai da criança moram em Intermares e ambas as famílias se conhecem. Eles foram namorados há algum tempo, mas o relacionamento não deu certo e eles haviam se afastado. A mãe de Moisés teve um filho de um segundo relacionamento. O primeiro filho está hoje com apenas um ano. Como ela voltou para o primeiro namorado e não sabia se sua família aceitaria, preferiu não contar nada para os pais. “O problema foi que ela engravidou novamente e decidiu esconder a gravidez dos pais, que são evangélicos. Apenas a família do namorado sabia, mas no quinto mês ela foi até a casa do namorado e disse que havia abortado a criança, passando a usar cinta para esconder a gravidez dos pais. Assim a mãe de Moisés levou toda a gravidez sem que sua família soubesse e o seu namorado deixou de procurá-la porque ela disse que tinha perdido a criança e não queria mais relacionamento com ele”, revelou o delegado.

    A apuração do caso revelou ainda que a mãe fez o parto sozinha e deixou a criança na calçada na esperança de que alguma família viesse a adotá-la. “Ela demonstrou arrependimento após a repercussão que o caso ganhou na mídia, mas o inquérito será remetido à Justiça, que deverá realizar os procedimentos legais a partir de agora”, concluiu o delegado Ademir Fernandes.

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