Pesquisa revela que ouvir música durante e após cirurgia tem efeito analgésico

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    Uma boa música para, literalmente, relaxar. Essa pode ser uma boa estratégia para aliviar as dores e incômodos de uma cirurgia, segundo uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha.

    Ouvir música antes, durante e depois de uma operação pode ajudar a reduzir a dor, apontaram pesquisadores da Universidade Queen Mary em Londres num estudo recente.

    De acordo com o resultado, pacientes que ouviram música durante o procedimento ficaram menos ansiosos depois da cirurgia e não precisaram tomar tantos analgésicos.

    O estudo foi divulgado na publicação científica Lancet. Segundo os pesquisadores, a música foi eficaz até mesmo quando pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.

    O Ministério da Saúde britânico disse que médicos deveriam levar em consideração as descobertas da pesquisa.

    “É um estudo muito interessante. Esperamos que médicos levem os resultados em consideração, porque queremos que os pacientes tenham a melhor recuperação possível após uma cirurgia”, disse um porta-voz do ministério.

    Os cientistas querem que hospitais sugiram em folhetos informativos que os pacientes tragam consigo aparelhos para ouvir música ali.

    A equipe fez 70 testes com cerca de 7 mil pacientes por volta do horário da cirurgia, comparando uma variedade de músicas ‘suaves’ com o descanso na cama sem perturbação, fones de ouvido sem música, ruído branco e cuidados de rotina

    Apesar de ter havido um efeito no estresse na dor, a música não conseguiu reduzir o tempo que o paciente ficava no hospital.

    ‘Seguro e barato’

    Catherine Meads, principal autora do estudo, disse que um álbum do Pink Floyd – “Dark Side of the Moon” – ajudou a aliviar suas dores três horas depois de uma cirurgia de quadril em abril.

    “A música é uma opção segura, barata e não invasiva que deveria estar disponível para todos que passam por uma cirurgia”, disse ela.

    “Atualmente, a música não é usada rotineiramente durante uma cirurgia para ajudar pacientes na recuperação pós-operatória.”

    “O pouco uso desse recurso acontece principalmente por causa do ceticismo de profissionais sobre o quanto ele pode ser útil e, claro, por causa de questões de orçamento e da falta de hábito de inserir isso na prática diária”, disse.

    Segundo Meeds, o que mais surpreendeu no estudo foi que a música funcionou até mesmo quando os pacientes estavam sob efeito de anestesia geral.

    Os pesquisadores vão aprofundar esse estudo com outra pesquisa no Royal London Hospital ainda neste ano. Cerca de 40 mulheres que passarem por uma cesariana ou uma histeroscopia terão a chance de ter sua lista de músicas conectadas em um travesseiro com caixas de som embutidas.

    A autora da pesquisa, porém, ressaltou que é importante tomar cuidado para que a música durante a cirurgia não atrapalhe a concentração nem a comunicação entre médico e equipe na operação.

    Hazim Sadideen, cirurgião plástico do Hospital da Universidade de Birmingham que também pesquisou sobre o papel da música, disse que a pesquisa traz resultados bastante úteis.

    “Passar por cirurgias, sejam elas pequenas ou grandes, trazem muito estresse. A música pode ser usada como algo a mais para melhorar a experiência do paciente, mas claro, isso se ele concordar em ouvir música no procedimento.”

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