Setor de serviços na PB cresceu 1,5% em fevereiro, segundo pesquisa do IBGE

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Assim como no comércio varejista, o setor de serviços da Paraíba registrou crescimento na comparação de fevereiro ante janeiro, apontando também sinais de retomada, mesmo o país vivendo ainda no cenário recessivo. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (13), a Paraíba apresentou alta de 1,5% sobre o mês anterior, média bem acima registrada pelo indicador no país (0,7%).

A pesquisa apontou que a Paraíba apresentou o quinto maior crescimento do país. Apenas onze das 27 unidades da federação registraram resultado positivo no volume de vendas de fevereiro sobre janeiro no setor de serviços. As maiores taxas de crescimento entre janeiro e fevereiro foram observadas em Rondônia (9,1%), Mato Grosso (8,5%), Acre (2,5%), Mato Grosso e a Paraíba (1,5%). Já as maiores quedas ocorreram no Ceará (9,8%), Espírito Santo (5,3%) e Pernambuco (5,2%).

Segundo a pesquisa do IBGE, o segmento de serviços prestados às famílias se destacou em fevereiro (0,6%) na comparação com janeiro. Os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio tiveram crescimento de 0,5% e serviços profissionais, administrativos e complementares de 0,2%. As quedas ficaram com os segmentos de serviços de informação e comunicação (1,5%) e outros serviços (0,5%). O IBGE destacou que o agregado especial das atividades turísticas anotou crescimento de 0,2% na comparação com janeiro.

Para o técnico da Coordenação das Estatísticas dos Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, o setor de serviços vem apresentando crescimento real nos últimos quatro meses. “Se acompanharmos desde novembro do ano passado, os gráficos vêm apresentando uma tendência de alta no país. Se continuar o crescimento da indústria, o setor de serviços vai seguir esta tendência”, analisou.

Contudo, segundo Saldanha, o nível da taxa de desemprego vai balizar nos próximos meses a retomada do setor de serviços. “Acho que uma taxa de desemprego indesejável, em um patamar mais elevado, prejudica a retomada do consumo por parte das famílias, então uma taxa de crescimento maior com um maior nível de renda das famílias, tudo isso aquece o consumo tanto do comércio como dos serviços prestados às famílias”, finalizou.

TAXA DE DESEMPREGO – A taxa de emprego da Paraíba continua abaixo do país. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a taxa média de desocupados no período de outubro a dezembro do ano passado na Paraíba havia caído de 12,8% para 11,9%, do terceiro para quarto trimestre, a maior queda entre os nove estados do Nordeste. O índice de desocupados da Paraíba continua sendo o segundo menor da Região, ficando acima apenas do Piauí (8,8%), mas é bem inferior ao da média do Nordeste (14,4%) e também à do Brasil (12%).

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